Prazer, meu nome é Tom, mas também sou conhecido como A Pessoa Mais Indecisa do Mundo. Meu nome não é Tom, obviamente, mas não estou preparado pra publicar meu nome ainda. Daí que desde criança há risadas acerca do meu nome e, desde que meu nome é Tom, alguém infame responde que "o meu é jerry" ou algo assim. Se infame eu fosse eu responderia "o gato come o rato" mas comer nem é o meu forte. Fato é que além de indeciso sou preguiçoso e acho que to no momento maior de comodismo da minha vida toda. Acho que nem quando era bebê eu era tão acomodado, porque eu chorava. Acabei de levar um pé na bunda só porque sou descontrolado e procuro nao pensar nisso só pra nao precisar de chorar. Preciso de um emprego, mas to acomodado no ócio. Tenho duas biografias da Madonna por ler e não termino nunca, mesmo gostando do clichê. Baixo dezenas de filmes e séries e nem me dou ao trabalho de assistir. Tudo isso era pra dizer que to pensando em fazer um blog ha mais de um ano e hoje, depois de muita reflexão, achei que era o momento. Minha vida não é nem um pouco interessante então suponho que esse blog vai ser secreto e, veja só, to escrevendo pra mim mesmo. E ainda uso o imperativo na terceira pessoa pra mim mesmo, "veja".
Hoje vi um menino gracinha no subway. Tenho uma coisa com garçons. Você achou que era cliente? Nem. E nem garçom, mas quase né. Fato é que ele saiu da cozinha, me viu. Depois saiu pra dar uma volta à toa pelo salão me olhando e depois entrou de novo. Eu não sou egocêntrico. Aliás, tenho uma das piores auto-estimas (ainda não sei sobre o novo uso do hífen) do mundo, mas hoje tava na cara. Pensei em entregar meu telefone pra menina do caixa entregar pra ele. Mas já tinha visto uma pá de piás feios trabalhando por ali e me deu um medinho de não saber explicar direito quem era e ela entregar pro cara errado. Imagina que ele me liga, eu fico feliz pensando que é o bofinho, e quando a gente se encontra eu pergunto: "seu amigo não pôde vir?". Pensei em tudo isso e mais no fato de eu ter que pedir caneta e papel e uma fila atrás de mim se perguntando o que diabos (diabos!) eu estaria fazendo entregando um bilhete pra senhoura gorda do caixa e desisti. Se eu ainda namorasse, belezera, isso poderia ter sido uma ideia, mas com certeza absoluta (adoro esse pleonasmo) eu não ficaria frustrado porque afinal eu não deveria mesmo dar meu telefone. Enfim, prefiro não pensar nisso porque chorar dá muito trabalho.
Além disso, de "interessante" hoje, entrei no meu scrapbook e lá tinha o recado de um bicha pa-vo-ro-sa me perguntando: "oi! era vc no mc donalds do batel ontem? acho que te vi! bjs". Gente, comassim? Alguém tão incrivelmente bonito quanto eu tava de bobeira do Mc que despertou a obsessão de uma mona por procurar todos os homens de Curitiba no orkut até achar o dito cujo? Respondi: "era eu não. bjs". Gente doida.
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