segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Taboos

Hoje falei com uma amiga filipina.

Contextualizando: quando eu era recepscravo (agora, com up grade, sou reservscravo) morou no hotel onde eu trampava um grupo de filipinos da IBM por quase seis meses. Fiquei relativamente amigo de todos, mas a mais vagabundinha delas foi a que virou minha best. Vi que ela tinha um potencial sangue latino nas veias. Com ela aprendi palavrões em tagalo!

Ela me contando que numa viagem pros usa conheceu um indiano pelo qual se encantou. O cara tem 25 anos e é virgem. Mas mais engraçado do que isso foi ela dizer que ele era virgem E, PIOR, não era circuncidado (escrever essa palavra me cansa tanto que vou substituí-la pela letra C ). Dei muita risada e choquei minha amiga ao dizer que eu também não sou C e que, oi, no Brasil e, quem sabe, em todo o Ocidente, ser C é bem mais estranho do que não ser C.
Circunsisões à parte, ela me contou a aventura sexual dela com o pobre rapaz, que é prometido de uma pobre indiana, provavelmente virgem e não C também. Assanhada que é, foi ao hotel dele, deu uns amassos e pegou no pipi dele e ele tirou a mão dela. Depois deixou e ela foi logo colocando na xana, ao que ele hesitou e pediu o toba dela. Gente, concluímos que ele queria a bundinha dela pra continuar virgem, vejam só. Mas ela não deixou, ele enfiou, gozou em seguida, correu pro banho assustado, voltou e ficou numa bad umas duas horas porque não sabia mais se era virgem. Segundo ela, ele ficou a noite toda ereto e disse que não tava excitado, só tava ereto. Voltando a Manila, capital das Filipinas, pra onde ele também foi a trabalho, ele disse que outro amigo indiano estava indo e que quando este amigo chegasse, ela e ele não poderiam mais se encontrar. Aí ela ficou entristecida pois agora duvida da sexualidade do rapaz. Eu super dei a dica de que ele provavelmente transa com os amigos pra continuar virgem.

Fato é que essa minha amiga, chamemo-na de M, tem mais de 25 anos e não transa há mais de um ano e meio. M quando veio ao Brasil descobriu que era latina, mas que infelizmente nasceu asiática. Isso porque, e eu pude vivenciar por alguns meses, tudo é tabu pra esta galera. Beijo de língua? Tabu. Tipo, filipinos só beijam de língua na cama. E só com o namorado. Namorado de anos. Tanto é que, numa baladinha dessas brasileiras, a M pediu pra eu beijá-la. Fiz a boa ação e, gente, três outras filipinas fizeram filinha indiana pra ver qual era a de french kissing um "estranho". Não senti a língua de nenhuma. Meu comentário era sempre algo do tipo: "where tha fuck's your tongue?".
Homossexualidade? Tabu. Quando disse pras meninas que eu era do babado, não acreditavam porque eu era bonito, inteligente (palavras delas, ok?), falava línguas, fazia faculdade e tinha um trabalho legal (palavras delas de novo). Não entendi nada e a M me contou que o único gay que elas conheciam em Manila era garoto de programa. Quer dizer, nem tem o que dizer. Sexo? Tabuzaço. Meo, qualquer coisa relacionada a sexo as fazia dar risadas como teenagers de 13 ou até mesmo 12 anos. Nunca tive muito contato com os meninos filipinos, mas acredito que era mais ou menos a mesma coisa. Quando se sentiram mais íntimas, começaram a me perguntar coisas. Do tipo o que dois gays faziam na cama. Serião, elas disseram que DESCONFIAVAM que um dava a bunda e o outro comia. Desconfiavam. Aí emprestei um DVD pornô gay, com direito a cunete e fit fucking pras elas entenderem tudo de uma vez. Brinks.
Um dia me perguntaram do tamanho dos paus dos brasileiros e contei dos poucos que eu conhecia e elas pegaram uma régua (já que não pensam em centímetros) e sempre ficavam horrorizadas, com a mesma interrogação: "This biiiiig?????". Hoje a M perguntou o tamanho do meu, ela converteu no google em inches e disse que meu dick era long. Mais uma vez voltei a refletir sobre com o que será que elas estão acostumadas, porque se tem uma coisa da qual meu dick tá longe é de ser long.

M tem mais de 25 anos e não faz sexo há mais de um ano e meio. Não é só porque ela é feia, não é porque ela não quer. É porque filipinos não transam. Ou você namora há anos e beija de língua e transa ou é solteiro e se fode sozinho. Porque lá não tem dessas de Pinto Amigo (P.A.), sexo casual, sexo no primeiro encontro ou sequer sexo com quem você gosta. Você só transa se namorar. E só namora se for pra casar. Viver num lugar assim, com tanto tabu, deve ser fácil se você pensar como todo mundo. Mas a M é diferente e isso me deixa com uma peninha dela. Queria que ela viesse pra cá.

Ahhhh, antes que todos os leitores do blog digam: porra, você também não faz sexo que a gente sabe! Já digo logo: oi, meu nome é Tom e, depois de sete meses, fiz sexo. Espero não ter que esperar tanto de novo. Acho que encontrei um P.A., beijos pra quem não encontrou.

Parei pra pensar no que é um tabu pra mim. Não consegui achar nenhum. Consigo pensar em coisas que são polêmicas até mesmo pra mim, mas não há nada sobre o que eu evite falar. Ou há, quando lembrar eu conto.

É isso. Já sei sobre o que falar no próximo post, mas agora vou dormir. No meu micro feriadão (micro porque trampei sábado, hoje segunda e tramparei quarta que é feriado em Curitiba) não fiz nada de tcc e tanto evitei fazê-lo que escrevi um post desse tamanho só pra olhar agora no relógio e pensar: caralho, 1h da manhã, não dá pra fazer mais nada, tenho que dormir.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Desabafo II

Minha mãe me mandou um DVD de aniversário. Com o sobrenome escrito errado pelos profissionais audiovisuais de Cudomundópolis, no meio tocaram duas canções sertanejas, ao que coloquei o PC na opção “mudo”. Não é sobre a incompetência que quero escrever.
É um DVD de 50 minutos de fotos que eu muito achei que não ia conseguir ver tudo de uma vez. Mas o carinho com que minha mãe preparou esse presente é algo que, sérião, me transborda de amor. Tem fotos que eu não sei como ela conseguiu. Fotos das antiguíssimas e fotos da minha vida aqui.
A presença dos meus pais em todos os momentos da minha infância e adolescência e ainda hoje, mesmo que fisicamente afastados, faz com que hoje eu valorize o que provavelmente nunca valorizei tanto assim. Como pode ser que eu tenha nascido e desde então duas pessoas dedicaram a vida toda a mim? E vão continuar dedicando tipo até o fim das suas vidas – ou da minha. Pensar nisso faz todos os outros tipos de amor parecerem ínfimos. Sabe-se, é claro, que na real não é bem assim.
Sem querer ter uma visão pessimista de tudo isso, é duro pensar na sina desses pais. Eles dedicam a vida a você. Absolutamente tudo gira em torno dos filhos.Você cresce e sai de casa. Eu, por exemplo, escolhi um lugar bem longe. Neste momento da vida, deixei de me reconhecer pertencente à minha cidade, à cidade onde moram esses pais que fizeram tudo por mim. E aí, de uma hora pra outra, eles passam a ver a pessoa mais importante da vida deles (estou falando de mim porque estou escrevendo de mim, mas aqui vale pra minha irmã) duas vezes por ano. E bancando tudo isso! E aí esse filho se apaixona uma, duas ou várias vezes e todos os esforços dele são dispensados para esta nova pessoa que te conhece há tão pouco tempo e que, oi, nunca vai te amar um milésimo do que os pais amam. Essa pessoa te trai, te engana, mente, te fere, te magoa – ainda que te ame. Agora quero ir pro exterior o mais breve possível e enquanto vivo mil experiências, meus pais passarão a me ver com metade da frequência com que me viam. Esse é o ciclo natural da vida, eu sei. Mas podia ser menos injusto. Me sinto ingrato muitas vezes.

Desabafo I

Caros milhares de leitores, este e o próximo posts não são engraçados. Escrevi em dias diferentes no word e como não tenho postado há eras, resolvi fazê-lo.

Desde muito cedo tive a pira de colocar todos os meus pensamentos em papel. Quando criança o computador já tinha tido seu advento, mas ainda não era comum tê-lo em casa e, assim, eu escrevia páginas e páginas à mão. Desde pequetito, um diário. Depois foi um caderno (porque diário era muito feminino) onde escrevia toda a sorte de coisas aleatórias. Depois um fotolog com ridicularidades que eu chamava “poesias”. Atualmente um blog com intenções de humor sobre uma vida banal. Nunca dou sequencia nesses resumos inusitados de pensamentos. Certo dia acordo com uma vontadezinha de escrever e à noite já é uma puta vontade e escrevo. Aí passa. Acho que no dia seguinte vou querer voltar a escrever, mas nem volto. Sou a pessoa de vinte anos com maior número de ficções escritas inspiradas em mim mesmo inacabadas. Aliás, a única pessoa de vinte anos que conheço que quer escrever uma ficção. Aliás, a única pessoa que conheço que quer escrever um livro.
Hoje falei com meu pai e ele está chateado com minha irmã porque não-sei-quem a viu toda bêbada numa praça com os amigos de manhã. Puta merda: descalça e com uma garrafa de vinho barato na mão! Eu to puto também! Com o filho-da-puta que, não olhando pra própria vida/família, tem tempo/coragem de ver uma universitária de férias extravasando e ir correndo NO DIA SEGUINTE na loja do meu pai fazer mexerico. A minha raiva gira muito em torno do fato de que às vezes, mas muitooooo de vez em quando, eu penso que to dando murro em ponta de faca morando numa cidade enorme, muito longe de toda a minha família, num curso superior que não é lá essas coisas, apaixonado por hotelaria, que é uma empresa escravocrata. Pensando nisso, penso que lá minha vida já ta ganha e que não precisava de todo esse processo. Mas esse tipo de coisa me faz muito voltar à realidade e pensar: quem é que numa cidade grande ia topar com a filha-do-fulano bêbada? Pode acontecer, CLARO! Mas em que cidade, em que as pessoas tem o mínimo de coisa pra fazer, alguém ia ter tempo de ir ao trabalho do pai da menina-bêbada contar pra ele a tal cena horrenda que presenciou? A menos que fossem bons amigos, tudo bem. Mas não. O tal cara mexeriqueiro (que não é mais nem menos mexeriqueiro do que qualquer um dos outros poucos habitantes da cidade) não é amigo do meu pai. Ele conhece meu pai. Só conhece. Conhece. Só que todo mundo na cidade conhece meu pai. Eu já passei por situação similar/pior que essa da minha irmã. Mas nem quero divagar sobre isso agora. Aliás, ou meu pai não me fala mais as coisas, ou teve muita sorte de não ter tido muito mais notícias minhas das últimas vezes em que fui pra lá. Ou eu já sou notícia velha. Porque das últimas vezes em que estive lá, beijei meu namorado em público em todos os lugares da cidade. Eu, menino. Meu namorado, menino também. Beijando.
Os devaneios sobre voltar, na verdade estão mais relacionados a querer sair de Curitiba. Estar enjoado de Curitiba está mais relacionado ao fato de eu estar sempre sozinho. Sozinho em relação a homem mesmo, não amigos ou, enfim, pessoas. Estou de férias da faculdade e, com tempo ocioso à noite, piro que queria namorar. Quando as aulas voltarem e eu não tiver mais tempo pra respirar de novo, voltarei a pirar que namorar não dá. O problema não é bem namorar ou não namorar, mas nunca estar com ninguém. Sabe como? Tipo sem uma expectativa, sem um pretendente, sem alguém em vista, sem um frio na barriga, sem um lance, sem um pegs, sem um pinto amigo. O que me faz pensar que eu não sei o que as pessoas fazem que eu não faço pra conhecer alguém (ns). Eu saio. Pego balada. Estou na faculdade. Conheço N pessoas. Até mesmo estou num site de relacionamento. E aí? E aí nada.
Esse devaneio me faz pensar que talvez eu ache que estou aberto a conhecer pessoas, mas que na verdade eu não estou. E por que não? Porque me apego fácil e não desapego nunca. E, olha, é sério. Se meu primeiro namorado aparecesse na minha frente hoje e falasse “volta comigo”, olha lá que eu voltaria. A gente terminou há quase três anos. Dia desses meio bêbado falei com ele no MSN coisas fofas. Ele saiu sem responder. Por quê? Porque ele é uma pessoa normal, ou seja, supera o fim de um namoro em menos de três anos. Se meu segundo namorado falasse a mesma coisa, eu MUITO voltaria com ele. Ele já está namorando de novo. Por quê? Porque ele é uma pessoa normal e consegue superar em seis meses o fim de um namoro que durou sete. Talvez este relato sirva pro meu futuro terapeuta, quando eu criar vergonha na cara e ir procurar um.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A caça

Ok, ok, eu confesso: estou no manhunt.

Se algum heterossexual lesse esse blog (se alguém lesse esse blog), já explicaria: é um site de relacionamento para os homossexuais, como o nome já sugere. Assim, 97,2% procuram sexo e meu perfil está entre os 2,8% restantes. Quer dizer, looser pra caralho! Porque quem procura sexo acha e quem procura namorado obviamente não.
Mas eis que pensei: na balada que, quando eu ia, era o único lugar onde pegava meninos eu não vou achar namorado, então porque não me frustrar num lugar de caça diferente?
Mas eis que dou boas risadas, a saber:
O primeiro piá que adicionei no msn era soropositivo, mas tinha um sorriso conhecido como O Sorriso Mais Lindo do Mundo. E o nick dele era Positivo! Resolvi que sou open minded e que ia dar uma chance pra um amor repleto de dificuldades e superações. Mannnnssss, ele total me ignorou e ainda me bloqueou. Quer dizer, você resolve superar preconceitos e ainda é humilhado.
O segundo era um QUERIDO, fofo e faz psicologia. Mas mora no interior do Paraná e é feio de marré, marré: FAIL.
O terceiro era consultor da Natura. Gente: Consultor. Da. Natura. Isso já falava bastante sobre ele, mas ele resolveu falar um pouco mais. Veio com os papos de quem quer muitooooooooooo namorar: sou caseiro, romantico à moda antiga, não gosto de balada, ninguém quer nada sério hoje em dia... enfim, muitos bocejos. Olha, eu também to desesperado pra namorar, mas gente, limite. Excluí.
O terceiro e último (até agora) é todo bonitinho, tem um sorrisão também, mas adora torturar a língua portuguesa. Resolvi que tudo bem porque até aí uma amiga minha tá superfeliz com um cara que escreve "se" quando quer escrever "vc". Mas aí vem aquela pergunta básica "Faz o q?", ao que ele me responde: "sou torneiro mecânico". Torneiro. Mecânico. Uma outra amiga minha faz engenharia de materiais e logo corri a lhe perguntar whada fuck é um torneiro mecânico. Ela disse que é um serviço bruto, que mexe com graxa, mas que tudo bem porque o cara tem que "manjar da coisa". "Manjar da coisa" nem me atraiu muito, mas "serviço bruto" e "graxa" me instigaram bastante. Resolvi manter o contato. Nunca se sabe, porque né, a vida é uma caixinha de surpresas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A bicharada

Tava agora assistindo o MTV Debate, também conhecido como O Melhor Programa do Mundo.
Era um debate, a princípio, de tema "Parada Gay: Política ou Carnaval?"
Olha que só esse tema já daria um bom pano pra manga mas aí, óbvio, o debate se emaranhou pelos caminhos polêmicos da sexualidade e, pela primeira vez na televisão, vi os gays ficarem por cima (no pun intended) em absolutamente tudo.
Havia um vereador que se atropelou em seus comentários homofóbicos mas, tão inteligente, dizia não ter nada contra porque tem vários amigos gays. Aham, Claudia... "me dou muito bem com meu cabeleireiro e os gays do salão" e "porque o gay também é gente". Enfim, não há palavras que expliquem como foi assistir os homofóbicos (entre eles um homossexual) não terem um único argumento persuasivo pra defender uma única ideia e os ativistas terem todos os argumentos do mundo pra todas as questões do mundo. Sem falar do sargente Fernando Alcântara Figueiredo que deu dois depoimentos lindíssimos.

Enfim, bandeiras à parte, mas ainda sobre a homossexualidade - temática pouco abordada neste blog - tenho que registrar minha memória sobre a primeira festinha de Ciências Sociais na qual estive presente. Achava que a galera do Turismo era open minded, mas nems! Se no Turismo é tudo puta e viado, em ciências sociais são isso + dedo no cu (jargão deles próprios). É homem com homem o tempo todo, revesamento de beijo e esfregação na gorda carente sentada na cadeira. Enfim, mais uma vez não há palavras que descrevam.

Mais uma ideia que me ocorreu ontem na aula de História e que quero expor: tudo na vida é equilíbrio. E tudo tem limite.
Eu super não suporto o excesso de senso comum nas pessoas. É triste e até mesmo degradante. Agora o senso crítico em relação a absolutamente tudo é quase igualmente irritante. Resumindo, uma empresa X restaurou um patrimônio Y em Curitiba, que estava abandonado numa região meio degradada. Se você é puro senso comum você pensa: que boazinha que é a empresa X por restaurar o patrimônio Y. Se você tem equilíbrio na sua vida, você pensa: que bom q a empresa X fez isso com o patrimônio Y, pois assim a empresa X lucra e todos ganham com a restauração do patrimônio Y. Agora se você é a minha professora de História, que é puro senso crítico, você pensa: mas veja bem... essas coisas têm que ser muito bem pensadas... porque se a empresa X fez isso, algum interesse ela tem por trás da restauração do patrimônio Y e a gente não pode se deixar levar... tem-se que pensar a memória, a identidade e o patrimônio imaterial e se pensar em todos os motivos que a levaram a isso, porque é uma empresa e empresas visam lucros e por mais que a gente esteja inserido num sistema capitalista...............

Lições de hoje: tenham equilíbrio na vida e votem contra a homofobia no link abaixo:

https://www.naohomofobia.com.br/home/index.php

Bjundas!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Enfim...

Veio pra curita um cara de floripa que pegay há quase três anos (MSN contacts) e ele me chamou pra sair e eu tomei um shot de absolut em casa e fui. Tomei uma garrafa de vinho com ele e fui pro hotel. Aí enfim matei minha saudade de chupar mas não deu pra dar porque o pau dele era grande* e grosso.

*Livro de Regras:
1. Um pau é pequeno quando tem menos de 14cm, médio entre 14,1 e 17cm, grande entre 17,1 e 20cm e gigante ou enorme acima de 20 cm.

Quer dizer, agora não sei se posso continuar reclamando por não fazer sexo há quase cinco meses porque o Livro de Regras também diz que só é sexo quando há penetração não bocal. Ou seja, somente via vagina pras meninas e via ânus pra vocês homossexuais.
Fato é que não gozei só com minnha querida mão direita. Mas isso foi há três dias, então já voltei a me masturbar regularmente.
Outro fato é que ele é bem mais velho, o que me deixa um pouco de cara com outra regra do Livro de Regras que diz: "você pode se relacionar com alguém mais velho, desde que não mais velho que um de seus progenitores". E minha mãe só tem 41!

Como eu gosto de estatísticas, um dado me chamou à atenção: após os rompimentos dos dois namoros sérios que tive, minha primeira experiência sexual foi com um catarina. Muito curioso se partirmos do pressuposto de que moro em Curitiba há mais de três anos e nunca transei com um curitibano.

No mais, recomendo os filmes Há tanto tempo que te amo, Coco [lê-se |cocô| mesmo e não |côco|) antes de Channel, Abraços Partidos e O golpista do ano (a genial tradução para "I Love You Philip Morris").

Gente, pode começar a me ligar de novo porque esse é meu último fim de semana antes da entrega do tcc desse semestre, o que quer dizer que semana que vem to na pixxxta de novo.

Beijos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Papo Cabeça

Só mais um dia comum no msn com minha best, a Jana, quando a gente deveria estar escrevendo o TCC:

Tom diz:
*ai, gente
*eu tb
*c ta ligada q eu jurava q tinha estudado no ensino medio q o semen tinha frutose?
*q eh o mesmo açucar das frutas?
*e geral já riu de mim...
jana. diz:
*mas eh serio????
Tom diz:
*aih agora falando nisso, resolvi pesquisar, e dá um look nesse abstract:
*Resumo: Foram realizadas determinaçöes dos níveis de frutose no plasma seminal em 141 amostras de sêmen obtidas de homens clinicamente normais, cujas esposas estavam grávidas no momento da realizaçäo do exame. Também foram estudadas as correlaçöes entre os níveis de frutose no plasma seminal e idade do doador, número de espermatozóides/ml ou motilidade espermática. Os percentís 5§, 50§ (mediana e 95§ dos níveis de frutose foram, respectivamente, 121,4, 398,2 e 688,5 mg/100 ml. Por outro lado, näo se demonstrou correlaçäo entre os níveis de frutose e a idade do paciente, concentraçäo de espermatozódes ou motilidade espermática (AU)
*Considerações finais:
*quando o assunto é porra, nao teime com o Tom
jana. diz:
*ja se pode recomendar alem do leite materno, o leite paterno
*ahahahahahahahahaha
*neamm, expert
Tom diz:
*KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
*muito boa essa do leite
*HAHAHAHA
jana. diz:
*a que ponto chegamos!! como diz a pantera
*hahaha
Tom diz:
*O plasma seminal fornece um meio nutritivo e protegido para os espermatozóides durante as suas jornadas até o trato reprodutivo feminino. O ambiente normal da vagina é hostil para as células do esperma, já que ele é muito ácido (devido à produção de ácido lático da microflora), viscoso, e controlado por células imunes.
*Considerações:
*Favor dar preferência à ingestão de líquidos masculinos
jana. diz:
*sexo oral em mulheres: nao recomendado para pessoas com gastrite
Tom diz:
*HAHAHAHAHHAHA
*nova possibilidade de nutrição para populações africanas: masturbação
jana. diz:
*KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

*ai geeeeente
Tom diz:
*acho q vou colar essa nossa conversation no meu blog
*pra eternizar

domingo, 25 de abril de 2010

Cinema

Tenho me deprimido meio que sempre nos fins de semana. O inverno tá chegando e isso só tende a piorar.
Pra aliviar o estresse da semana e, enfim, esquecer o fato de que me deprimo no fim de semana, bebo sexta ou sábado - ando tão cansado, que raramente o faço nos dois. É uma forma válida de se distrair e pá. Mas, como posto às vezes, dependendo do lugar e da quantidade de bebida, acaba rolando exageros e enfim, uma carência que vem à tona e coisas que você quer fazer mas não faz acabam fazendo você fazer coisas que tenham a ver com essas vontades reprimidas (no meu caso, por exemplo, vontade de fazer sexo gera exagero de vontade de beijar exagerado número de pessoas). Rola, necessariamente, uma ressaca moral no dia, ou nos dias, seguintes.
Agora, se tem uma coisa saudável que me distrai e me faz esquecer todos os meus "problemas" (eu não gosto de aspas, mas não vejo outra forma de representar graficamente que são males que eu crio talvez por gostar de sentir), essa coisa é o cinema. Não entendo lhufas e não sei o nome de diretor nenhum. Mas, porra, como eu amo. E é um bem que me faz enquanto assisto e que permanece por algumas horas depois de ter assistido - quando é bom, obviamente. Mas raramente erro na escolha. To dizendo tudo isso porque tava meio, diria, carente, hoje e assisti três filmes geniais e to me sentindo muito bem agora. Mal vejo a hora de acabar essa faculdade pra poder sair do trampo e assistir três filmes por dia e não por semana.
Sobre o fim de semana, nada demais dessa vez. Thank God! Ontem, num buteco qualquer, bebemos ate fechar o bar - nada demais, porque em Curitiba os bares fecham às 2h no máximo. E isso no fim de semana. Aí um amigo e uma amiga perderam o horário de ônibus, viemos pra casa e dormimos os três no mesmo colchão, meio que juntinhos e por vezes abraçados. Isso me fez pensar que uma relação a três deve ser bem legal. Mas, back to reality, nem sei mais o que é um beijo a dois, que dirá uma relação a três.

Bom, é isso. A lição da semana é: assistam filmes! Beijos

domingo, 18 de abril de 2010

Emotivo

Quer dizer, todo mundo do quarto ano da faculdade ta com a parte teórica do TCC quase pronta e eu, que ja tava atrasado, me dou ao luxo de querer trocar de tema e agora não ter sequer uma ideia. To pensando em fazer sobre o hotel onde trabalhava antes. Agora trampo numa rede que tem um hotel concorrente do meu antigo trampo e, fazendo a pesquisa lá, é CLARO que vou acabar dando dicas do atual trampo, que é muito mais organizado, pro antigo trampo. Quem mandou não apoiar minha pesquisa? Quer dizer, cago pra ética.
Não sei se é este estresse ou o estresse de estar a três meses sem sexo e, não fosse por ontem eu ter beijado quatro amigas, um mês sem beijar na boca, mas ando muito emotivo. Hoje abri um berreiro durante o quadro O Conciliador, do Fantástico, porque cinco famílias pularam de alegria por terem conseguido água encanada depois de anos. Depois derramei uma lágrima vendo a propaganda da Chevrolet, em que a menina casa e o pai dá um carro pra ela. Quer dizer, looser de primeiro grau. Além disso, naquele mesmo quadro, fiquei muito revoltado, mas MUITO MESMO, com uma guria cretina, otária e ignorante que cria pássaros, cachorros e tartarugas numa parte do corredor do prédio, atrapalhando a vizinha, que tá escrevendo o doutorado. Tenho admirado muito pessoas que pesquisam, sabe? Deve ser muito bom não considerar fazer um tcc a pior merda que pode acontecer na vida de alguém. Hoje sei que pós graduação, mestrado ou até mesmo qualquer outra faculdade não é pra mim. A menos que seja uma faculdade bem de merda, porque assim, na facul da minha mãe lá na minha cidade, sério, eu consigo fazer uma monografia (o tcc deles) de qualquer curso sem ler nenhum livro e não ter ido a nenhuma aula. Na Facinter, facul do meu roomate, idem. Na UNIP, facul do meu ex, o TCC é um artigo. Gente, o número de páginas diz muita coisa e o tcc do meu ex deve ter tipo umas 20 páginas. Aqui, a parte teórica do TCC pode chegar a 70 ¬¬ Quer dizer, é no fim do curso que você paga pelos quatro anos que estudou de graça néam.

sábado, 10 de abril de 2010

Getting crazy

Onze dias sem postar... onze dias sem comentar que não tenho tempo!

Fui pra Londrina passar o feriado de Pascoa com meus pais e minha irmã. Ela ta morando num apezinho gracinha minúsculo, num condomínio enorme que só tem estudante, do lado da UEL. Chato né? Me deu uma invejinha branca porque ela vai ter uma vida universitária intensa, coisa que aqui em Curitiba não rola. Por outro lado, acho que não ia gostar de morar numa cidade menor que Curitiba. Fiquei também na pira de morar num apê sozinho, eu e eu, fazer tudo do meu jeito e comecei a dar uma olhada em imóveis - adooro!
A descrição de um dos imóveis dizia: "ideal para estudantes e profissionais liberais". Quer dizer, vizinhança firmeza! Nada contra as pessoas de vida fácil, porque na real acho que não é nada fácil. Mas assim, medinho é do entra e sai (entra-e-sai, entra-e-sai...) de pessoas de todas as estirpes nos apartamentos ao redor. Com certeza rola um treta volta e meia.

Bom, desdeki comecei a trampar minha vida ta bem estressante. Primeiro porque só o trampo já é estressante o bastante pra um dia estressante. Mas meu expediente é só parte do meu dia. Eu entro às 9h, saio às 18h40, atravesso a XV e chego na facul às 7h pra assistir a aulas que começaram às 18h30. Aí chego em casa e fico até tipo 1h da manhã escrevendo um tcc sobre a rede Deville que eu to achando que nem vai me autorizar a fazer o maldito tcc. Meu orientador é um nome foda no turismo, mas a questão é que ele não orienta.
Nisso, to todo trabalhado no pêlo e no desleixo, pq né, vou me depilar quando? Não assisto a filmes mais, só bebo no fim de semana e olhe lá e não posso ler nada além de livros e trabalhos acadêmicos, coisa que nunca fiz em três anos de faculdade. Sim, eu to pra me formar em turismo e nunca li um único livro de turismo. Até agora.

Ontem bebemos num bar, acordei hoje meio-dia, arrumei meu quarto, coloquei roupa pra lavar, li parte dos meus e-mails, to escrevendo aqui e ainda não comi. Quando eu terminar de lavar roupa, tomar banho e comer já vão ser umas 17h. 18h eu tenho uma visita técnica que vai até as 20h e eu tenho um aniversário às 20h que vai até o indeterminado. Aí amanhã eu acordo tarde, digito meia dúzia de palavras no tcc e tan-dan: o fim de semana acabou.
Se eu não gostasse tanto do sistema, eu viraria hippie hoje.

terça-feira, 30 de março de 2010

O Bairro

Muito tempo sem postar porque serio, adivinhem, não tenho tempo pra nada. Até tenho, depois das 20h, mas gente: eu trampei o dia inteiro, atravessei o circo dos horrores da XV de Novembro duas vezes e ainda assisti uma aula. Chegando em casa tenho um tcc pra escrever e, embora não escreva, não me sinto bem de escrever no blog no lugar - como to fazendo agora.
Hoje rolou uma discussão na aula a partir da qual quero expressar uma opinião aqui. Tem algo que me irrita muito, que é o espírito bairrista. Explico: generalizar grupos. Por exemplo: todo muçulmano é terrorista, todo gay é legal, todo político é corrupto, todo atleticano é porco, todo homem tem pinto, etc. No entanto, algo que me irrita ainda mais que isso, é justamente o inverso: a capacidade que as pessoas têm de se sentirem ofendidas com seus respectivos rótulos. Na aula rolou DE NOVO uma discussão sobre o filme Turistas e neguinho até hoje puto por causa do filme - que por sinal foi um fiasco, então whatever. Neguinho puto com o episódio dos Simpsons no Brasil. Olá? Os Simpsons, ao caricaturizar um país criticam também a pátria mãe, os U.S., porque tá todo mundo ligado que estadunidense não sabe nem onde fica a Europa. Aí teve ainda o Robbin Williams falando que o Brasil ganhou a Copa por causa do pó e das strippers. Gente, uma piada! Você não alia Colômbia a pó, Argentina a Tango, Inglaterra a chá e França a paus-no-cu? Pois então. Aí uma guria se dizia muito passada porque na Espanha trataram uma amiga dela como se ela fosse vagabunda só porque era brasileira. Claro né? Umas poucas santas tem que pagar pelas muitas vagabundas! Kidding. Mas se você não é vagabunda, supere o comentário e siga em frente! Continue lá pra estudar e não pra vender a xaninha, não se horrorize com seus rótulos!
Essa é a lição de vida de hoje. Beijos

domingo, 21 de março de 2010

Farinha

Ontem ia na Twiga, uma balada gay legal com pessoas bonitas. Tinha fila, não ia mais rolar entrar na faixa, então fui numa tal de Tribe, uma balada de lésbica que eu não conhecia. Oh, my God, uma das maiores concentrações de gente feia e mal vestida que eu já presenciei. Os DJs eram do tipo que anima a galera, saca? Conversa e fala coisas tipo "oi oi oi uh uh uhhh" no ritmo da música que tá tocando e até sorteia camiseta. Tenso! Logo, meus planos de não beber muito foram pro ralo. Bebi de tudo um pouco. Mas destilados demoram um pouco pra bater, então eu continuava me achando sóbrio e entrei na pira de que queria cheirar pra ver coléra desse negocinho que todo mundo inala. Pensei que não queria ficar velho sem ter experimentado. Tentei me concentrar e estar consciente de que seria uma única vez. Fui com uma amiga e mais duas amigas e um amigo dela pro banheiro. Fizeram as carreirinhas, sendo uma pequeninha pra mim. Enquanto eles cheiravam, um turbilhão de coisas passou na minha cabeça, porque sim, sou careta. Tinha consciência de que eu até talvez poderia nunca mais cheirar, mas toda vez que eu fosse pra balada eu ia pensar que seria mais legal com o pozinho. Então pra quê né? Além do mais, muito acho que do jeito que eu sou propício a viciar nas coisas, uma hora ia cagar pros efeitos e pensar: ah, sou novo, só cheiro nos fins de semana mesmo, um dia passa a pira. Né? E assim ia... Enfim, na minha vez dei pra trás (no bom sentido, infelizmente). Mijei na isca, como diriam em Cudomundópolis.
O que acho legal nos dias de hoje é que, ao que parece, hoje em dia não tem mais a pira do: "experimenta, vai, bla-bla". "Não quero". "Ok, você tá certo, a gente cheira a sua". E olha que o amigo da amiga é aviãozinho na balada então eu seria um cliente potencial, mas nem rola essa de insistir.

Bom, to de boa agora. Acho que passou a pira. Espero que sim. Deus me fez careta, pronto. Acho que é melhor assim. Preciso nem dizer que não peguei ninguém e continuo solteiro né? Amanhã é segunda-feira e pronto, volto a pensar que não tenho tempo pra namorar mesmo.

sábado, 20 de março de 2010

O Trampo

Oi, meu nome é Tom e meu nome de verdade ta no Serasa.

Fui abrir uma conta no Hong Kong Shangai Bank Corporation pra receber meu salário mínimo do novo trampo e eis que a gerente me diz que não posso ter crédito pq... hmm.. eu to com uma restrição no cpf. Investigando, descobri que é por conta duma conta no bradesco que abri quando ainda morava em Cudomundópolis e que não uso há três anos. Quer dizer, você esquece de cancelar uma conta e pá: você tem uma dívida gerada por taxas e não faz mais nada na vida porque o nome tá sujo.

O treinamento lá no trampo consiste em observar. Sim, passar o dia olhando os outros fazendo. O que me deu uma ideia de TCC finalmente, então tá tudo certo. Cansado de olhar, na quinta não parei de insistir pro meu chefe (bem bonitinho e legalzinho) pra começar duma vez, ao que ele me pedia pra ter paciência. E, oi, não trabalhamos paciência. Lá trabalha-se em baias e atendendo o telefone então eu super acho que a carga horária devia ser de 6h diárias apenas, como em telemarketing, porque no fim não faz muita diferença. Mas né, não vou propor nada parecido até, no mínimo, passar da experiência. Trabalhar em baias significa também não conversar muito com os colegas, então to achando difícil a possibilidade de ter intimidade com alguma colega pra falar de homem =/

Minha irmã foi pra Londrina essa semana e, com a saida da gorda semana passada, o albergue voltou a ser casa. To com saudade dela. Da minha irmã, claro.

Ontem, andando pela XV, vi aquele menino que peguei no VU. Aquele que tava fofo, lembrava de mim e do meu nome, e depois me despresou por algum motivo. Bati o olho e reconheci. E ele é LINDO. Lembro que ele era bonito mas eu tava louco e tava escuro então nunca se sabe. Mas ver que ele era bonito me deixou deprimido porque, se eu não estivesse tão bêbado aquele dia, podia estar namorando hoje. Hoje vou pra balada talvez e espero conseguir me controlar e não ter tanta coisa pra contar amanhã. Chega fim de semana e eu fico numas de querer namorar. Mas quando raciocino percebo que não, eu nem tenho tempo. Eu trampo de segunda a sábado, tenho faculdade de segunda a sexta e tenho um TCC pra escrever de segunda a domingo. Como eu tava com saudade de reclamar da falta de tempo! Em uma semana, duas no máximo, vou sentir saudade de reclamar de me sentir inútil. Eu podia estar escrevendo meu tcc, mas em vez disso to escrevendo num blog que duas ou três pessoas leem mesmo.

Bom, to indo nessa. Me desejem sorte. Amanhã quero estar namorando.

Beijos.

domingo, 14 de março de 2010

A semana

Oi, prazer. Eu me chamo Tom e eu tenho um emprego!

Essa foi tipos a semana mais corrida da minha vida. Pelo menos desde o primeiro semestre do ano passado, quando eu ainda era recepscravo. Foi uma turbulência e agora não vou mais me lembrar de tudo o que aconteceu, mas aí vai um resumo:

Terça-feira
Dormi mal à noite, parecendo já prever o que estava por vir. Acordei às 6h com minha irmã indo pro cursinho mas, ao contrário de todos os dias, não consegui voltar a dormir. Levantei às 7h pra mandar uns currículos. T inha uma entrevista marcada pras 10h e um processo seletivo pra monitoria de disciplinas na faculdade às 13h30. Só. Isso. Quando tava saindo de casa pra essa entrevista, me ligaram do Deville marcando uma entrevista e marquei para as 5h da tarde, pra eu ter tempo na facul, já que o processo demoraria. A vaga da entrevista das 10h era uma bosta, pagava mal e não tinha benefício nenhum. Sabe como é, pobre adora um vale-alguma-coisa, convênio-qualquer-merda e plano-anything. Cheguei em casa 11 e pouco com a certeza de que tiraria um cochilo antes do almoço. Ledo engano. O telefone tocou 11h30 e era uma mulher duma agência de eventos me chamando pra fazer um evento a partir das 14h e de quarta a sábado o dia todo, totalizando um cachê de 440 pilas. Ouvi o sonzinho de caixa registradora e disse que iria sim, mas lá pelas 16h. Liguei no Deville e remarquei a entrevista, hmmm.. pra AGORA! Nem vou falar sobre o susto que levei quando vi que meu terno preto (que eu precisaria pro evento) tava embolorado e como foi a correria de ir pra lavanderia e a lavanderia me dizer que só ficaria pronto no outro dia à tarde e eu sair procurando um terno emprestado eqto ia pra entrevista. Cheguei na central de reservas do Deville às 12h15 em bicas de suor, esbaforido e, após várias coisas inclusive entrevista em inglês pela segunda vez no dia, ela me falou sobre salários e benefícios e minhas pupilas se converteram em dois cifrões cada uma.

$ . $

Saí da entrevista 13h15 correndo pra facul pro processo da bolsa. Fiz a prova e as entrevistas eram por ordem de inscrição o que significa que eu era o último. Só sairia de lá umas 18h, mas meu cachê do evento dependia de eu chegar na Av das Torres no máximo as 16h30. Falei com os professores e com alguns coleguinhas e fui passado pra frente. Corri pra casa, tomei banho, corri pra casa do meu amigo que me emprestaria o terno, fui pro ponto de ônibus, corri porque o ônibus já tinha saido do ponto e tava no semáforo, bati na porta, entrei e cheguei no evento às 16h30. Super deslocado, percebi que o evento só começava no dia seguinte e que, naquele dia, montaríamos as bolsas com os materiais dos patrocinadores.
Vi a lista de nomes da nossa equipe em que constava Tom Naves Bi. Quase dei um chilique dizendo que "bi uma ova!", mas aí saquei que era de "bilíngue".
Enfim, a equipe em síntese era um monte de gente bonita e burra, metida a modelo, as chefes tinham cara de cu e eu tive certeza de que aqueles 5 dias seriam um inferno. E foram.

Quarta-feira
Acordei às 6h. Seis. Da manhã. Nosso horário era das 7h30 às 20h30. Todo dia.
Fui colocado num posto bem legal, o Media Desk. Em resumo é o lugar onde os palestrantes testam suas apresentações e deixam o arquivo que será projetado. E eu deveria ser intérprete entre os palestrantes gringos e o técnico. O técnico era gente boa e pela manhã toda não apareceu nenhum palestrante gringo e eu fiquei no pc entrando em orkut, msn, essas coisas. Aí fui trocado pra recepcionar os palestrantes que chegavam no evento do hotel ou do aeroporto porque o cara que tava fazendo isso até então era um mongo. Eu raramente precisava fazer alguma coisa também e enquanto nada acontecia eu ficava em stand by no balcão de informações. A menina que ficava lá parecia legal, demos algumas risadas. Depois descobri que ela era crente, da igreja ABA ou ABBA, sei lá. Ela perguntou se eu conhecia, ao que respondi: "Conheço.. You can dance, you can jive... having the time of your life... uh, uh, uhhh see that girl, watch that scene, digging the dancing queen..." ao que ela não gostou muito.

Quinta-feira
A crentezinha é uma completa preconceituosa. Dou muita risada porque ela é muito hipócrita. Não quero climão por eqto afinal ainda temos dias e dias juntos, mas no último dia quero que role algum comentário preconceituoso sobre gay só pra ela levar uma minha e ficar vermelha. Tem muito homem bonito no lugar e meu, não poder comentar deles com ninguém tá me deixando um pouco psicótico.
Me ligaram do Deville.
Fui CON-TRA-TA-DO!!! Depois disso, nem parecia mais que era uma merda aquele evento. Tava tudo lindo.

Sexta-feira
A crentezinha é um demônio!!!! Fala mal de TUDO e de TODOS e não para de reclamar um segundo! Antes era engraçado, mas porra, a gente já conviveu 12h por dia por dois dias! Não tem mais graça nenhuma. Ela é venenosa, fofoqueira, fala mal dos colegas pra chefes, puxa saco. Fala mal do prefeito, dos palestranteas, da organização, da equipe, dos congressistas, da FIEP, do café, da moça da limpeza, da segurança, oh my gosh... Ta sempre estressada por coisas mínimas e ela jura que tá abrindo uma empresa de eventos. Aham, Claudia... não tem a menor ideia do que são problemas de verdade, nunca deve sequer ter trabalhado de verdade.
Um mineiro horroroso que sempre vem falar comigo com um sorrisão na cara feia hoje pediu pra amiguinha vir falar comigo porque alguém queria me conhecer. Eu disse: to trabalhando. Depois ele veio e me deixou o cartão dele. Acho que nesse evento tinha um homem feio pra cinco bonitos e é claro que um feio veio me deixar o cartão.
Corri do evento pra faculdade pra minha primeira orientação de TCC. Não tenho tema ainda, enquanto pessoas já digitam. Medo. Muito medo.

Sábado
Não aguento mais olhar pra cara da crente. Ta foda. Grazadeus, último dia. Não aguento mais indicar porta de auditórios, onde é o toalete, o café, a lanchonete, a sala da presidência, as secretarias, o media desk, o guarda-volume, não aguento mais olhar pra cara de ninguém. Convivi mais com aquelas pessoas nos últimos 5 dias do que com meus pais nos últimos cinco anos.
No caderninho de recomendações que rolou quando fui contratado pro evento dizia: "não pode fumar". Aham, Claudia... No primeiro dia acho que fumei uns dois cigarros só. No sábado eu fumava a cada meia hora. Mesmo.
16h30. Liberados. \o/
Fim

No ponto de ônibus conheci uma guria muito doida, ficamos amigos e bebemos a tarde toda. Cheguei em casa, deitei no colchão pra ver um filme e capotei às 21h, acordando às 3h da madruga. Dormi de novo às 6h, acordei as 10h30 e dormi a tarde toda. Li os regulamentos de TCC, amanhã levo os documentos no Deville e é isso.
Esse fim de semana também fiz aniversário de dois meses sem sexo. Mas tudo bem. Dois meses sem sexo não fazendo nada da vida é meio enlouquecedor. Um ano sem sexo não tendo tempo pra pensar em sexo é muito mais susse. Ou não.

domingo, 7 de março de 2010

V.U.

Muitos dias sem postar e sabe por que? Porque não acontece nada de interessante. É por isso que eu saio e enchacára: pra ter alguma coisa pra contar. Ontem fomos ao V.U., fiquei a fim do amigo dum amigo, mas ele fazia biquinho e olhar de míope pra tirar foto, aí desencanei porque, até aquele momento, eu ainda tinha alguma coisa de seletivo. Béra vai, ipioca prata e ouro vem, ficou todo mundo louco. Beijei um cara lindo (eu acho) que disse que já tinha me beijado no James e é claro que eu não lembrava e, se não me engano, ele lembrava até meu nome. E foi todo querido o tempo todo. Aí as próximas coisas aconteceram, só não sei em que ordem.
O banheiro masculino lá só tem dois miquitórios (odeio essa palavra) e uma pia. Sem divisões. Quer dizer, cagar na balada nem pensar. Aí um amigo vomitou no miquitório mesmo. Não contente em encher aquele recipiente, vomitou na pia como ato de protesto contra banheiros sem vaso sanitário. A namorada dele me incubiu da gratificante tarefa de lavar suas mãos, braços e onde mais tivesse pedaços de comida regados a ipioca gold. O problema é que a pia ja tava quase transbordando, já que ele a entupira com vomito. Então só rolava um pequeno espaço entre a torneira e as comidinhas vomitadas que boiavam. Enfim: tenso. Hipertenso. Cumprida a missão, toda aquela coisa, também resolvi enfiar o dedo na guela pra dar aquela aliviada. Aí sim a pia transbordou e eu fumei no banheiro.
Não sei se foi antes de tudo isso ou depois, que eu voltei pro meu bonitinho e ele simplesmente me despresou. Sem amor próprio, insisti mais uma vez e ele continuou nessa de "acabou pra sempre" e eu pensei: "ah, é assim? vou te mostrar!" e, sem me dar ao respeito, pegay o feinho que tava me olhando há muito tempo. E jogo ele na parede daqui e pega dali, fiquei de olho aberto vendo se o bonitinho ia se importar. hahahahah. Eu sou ridículo.
Nisso, três amigos dormindo em mesas e aquele cara do biquinho e do olhar fatal também, pescando. Fiz questão de falar com ele quando ele tava indo pagar a conta né? Algo do tipo "Te vi dormindo hahahah", pq ele era muito metido e nem tinha me olhado.
Minha amiga perdeu a blusa e ficou procurando por horas. Hoje cedo descobrimos que o tempo todo estava na bolsa da Lí. A Lí que tem 90 graus de miopia (também conhecida como Miopia do Ângulo Reto) e mais uns 45 de astigmatismo perdeu os óculos, tadinha. Ta enxergando borrões.
Aí beleza, furamos a fila do caixa que tava imensa, saímos e peguei alguém ainda do lado de fora. Seleção zero. Nosso amigo, o do gorfo, não podia dirigir. O amigo dele então se dispôs e guess what? Não conseguia passar a marcha. Intercalamos e cada um passava a marcha pra ele uma vez.
Fomos pra padaria e consegui ainda ser odiado por duas funcionárias. A do balcão que eu tratei como amiga, chamando-a de travesti e de alocka. E a do caixa que tava com chupões no pescoço e, com filas de pessoas, gritei: "a noite foi boa hein, amiga? toda chupada!" Comemos um sanduiche natural de baguete imenso, um x-tudo, dois salgados e duas cocas de um litro.

Caixa: cadê a ficha?
Eu: que ficha?
Caixa: um momento.
Mexe que mexe no pc...
Caixa: foram dois salgados e uma coca de um litro?
Nós todos: exatamente!
Caixa: 7 reais.
Todos nós: =D

The end.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Aniversário

Ontem tentei postar duas vezes sobre anteontem à noite e duas vezes deu zica. Mas agora vai...
Anteontem à noite fui ao aniversário de uma amiga que conheci no hotel em que trabalhei por quase um ano e meio. Ela ainda continua lá, belíssima, e nós continuamos amigos. Pois bem, o aniversário mais parecia um encontro pra network do que uma festa de aniversário. Acho que essa é a pior merda quando você já ta trabalhando onde quer fazer carreira. Todas as suas festas viram uma merda dum happy hour, as conversas não são mais descontraidas porque variam entre trabalho e puxa saquismo, e seus amigos acabam sendo colegas do trampo ou pior: clientes!! Sobre a lei anti-fumo? Adoro! O bar onde aconteceu esse aniversário, por exemplo, não se adequou bem à lei e, logo, saí sem pagar.

Ontem no James eu quis fazer a mesma coisa, mas esse tava bem adequado, com uma área pra fumante bem delimitada do lado de fora e uma segurança lésbica do tamanho de um guarda-roupa vigiando. Tive de pagar. No crédito =/
O James SEMPRE dá merda, mas ontem foi exceção, porque o saldo é esse:

Homens beijados: 3
Mulheres beijadas: 0
Selinhos dados: 1890485041984
Pegação forte: 0
Foras levados: 1
Foras dados: 1
Humilhação por um ex pega fixo: 1
Beijo triplo ou mais: 0
Tentativas de beijo triplo ou mais: 1
Amigos (as) assediados (as): 3
Tretas por causa de homem: 1
Ofertas de coca porque tenho rinite e coço o nariz: 2

A mesma história pode ser contada em dez flashes de momentos:

1. selinho em todos, inclusive no namorado da amiga, na frente da amiga porque não sou falso;
2. eu pegando forte um cara com a roupa mais escrota do mundo (regata justa de bolinha, bermuda, suspensório... tipo novo circo);
3. eu assediando a melhor amiga por um beijo triplo com ela e um carinha da faculdade;
4. na frente do Gui, o pega da melhor amiga,
5. eu me humilhando prum ex pega e levando fora;
6. eu beijando um piá que nao lembrava que ja tinha me pagado e eu provando que já mostrando o telefone dele anotado no meu celular;
7. eu pegando um qualquer na fila
8. eu abrindo a camisa na pishta
9. eu treteando com o cazé por causa do calouro de jornalismo que nem me conhece, mas que eu queria pegar e ele pegou;
10. eu fazendo a soraya montenegro pro cazé: eu vou te tomar eeeeeeele !

Levando em consideração que é O JAMES e que, mesmo assim, não teve banheirão, discussão com segurança, beijo de 8, perda de comanda, calote e sequer tombo, ontem me comportei como um verdadeiro gentleman.

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu no meu quarto, algo toca. Não sei se telefone, interfone ou se foi impressão. Acendo um cigarro na sala pra esperar. Interfone.

-
Oi.

Silêncio.

- Oi.

Cri cri.

- Alôou.
- Oi, ah, oi! oi.. eh... o Jeremias! - tiazona com sotaque de colônia.
- ?
- Oi, alou, oi.. o Jeremias.
- Hmm.. ele só chega às 2..

Já eram 3.

- Não, ah ta, não... o Jeremias!
- Cara, ele é o porteiro, aqui é apartamento!
- Hihihi... o porteiro não. Hehehe... 81!
- Aqui é 91 ¬¬
- Ah ta, desculpa.

Plack! (essa é a onomatopeia da batida do interfone na base)
Volto a fumar. Interfone.

- Oi.
- Jeremias?
- ¬¬

Plack!

O Albergue

Minha casa tá tão povoada que eu to com vontade de colocar uma plaquinha do HI Hostels na janela. Minha irmã veio estudar aqui e agora dividimos o quarto. Isso não me emputece pelo fato dela ser minha irmã e a gente se dar bem. Além disso, quantos estudantes vivem por aí empilhados em pensões/pensionatos/chiqueiros... O problema tá na amiga psicótica-esquisofrênica-surtada-bipolar-epilética-sem-teto de um dos roomates, que resolveu se instalar aqui "até eu achar algum lugarzinho". Aham, sei. É tipo aquela história de deixar a escova de dente pra começar a mudança. Mas ela, muito rápida, já tem até colchão de ar na sala. Além disso, se você gosta de estar pra baixo, ela é ótima companhia. Ganhe na mega-sena, case com o Rodrigo Santoro e, em seguida, chegue saltitante pra contar a ela as novidades. Acredite: ela vai te convencer a se jogar da janela. Nos fins de semana, a população tem um acréscimo significativo. Devido aos namorados dos roomates, a população sobe de 5 para 8, podendo aumentar em função das visitas de amigos de quaisquer dessas 8 pessoas.

Ontem o amigo de uma amiga disse que tava deprimido porque ele era o único cara da sala dele, de Ciências Sociais, que nunca tinha beijado outro cara. E ele ta falando de gays, héteros e tudo mais que estiver entre isso. Não sei se nesse curso eles fazem isso porque são contra o sistema, mas, quer dizer, hoje em dia você é discriminado por só beijar o sexo oposto.

Ontem vi no jornal a pesquisa mais engraçada do mundo. Um inglês chegou à conclusão de que homens fiéis são mais inteligentes que os infiéis. Disse que são mais evoluídos. Eu não acredito nisso, mas adoraria que fosse cientificamente comprovado. Quer dizer, não tem o que pague você conhecer alguém e meio que já ter uma ideia do quão fiel é o alguém. No BBB, por exemplo, sabemos que Eliéser é tipo o cara mais infiel do mundo e o Dourado, quem diria, fidelíssimo! Ainda assim, I *heart* Caduzão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sinais

No carnaval, em Superagui, uma ilha do litoral do Paraná bem isolada, à qual só se chega com 2h30 de barco (4h se o tempo estiver ruim), conheci um cara daqui, que faz cinema em são paulo, na segunda noite. Nos encontramos todas as noites sem combinar (pq, oi, na ilha nao pega celular), mas até aí tudo bem porque na ilha há um único ponto de encontro pra night life, yeah! Fato é que depois disso, de volta a Curitiba, não atendi ligações dele e não respondi recados do facebook e adivinha? Já nos encontramos umas três vezes por acaso, mas agora numa cidade de 2 milhões de habitantes, em lugares bem pouco prováveis. Ontem foi uma dessas noites e meus amigos vieram aqui pra casa e eu o chamei pra vir também e ele veio. Eis que surge um livro bizarro chamado "500 coisas que você deve saber" - coisas que vão desde como dobrar uma cueca até como montar um elefante, passando por: zodíaco! Um pequeno mapa mostra como os demais signos se relacionam com o seu, podendo ser, nesta ordem, confito, desequilíbrio, potencial, opostos se atraem, relação intensa, amor verdadeiro. Eu sou leão e ele áries. Guess what? Amor verdadeiro! Não sei se por causa desses episódios começo a acreditar em sinais.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente... Hoje é segunda-feira. Dia Internacional do Regime, de Parar de Fumar, de Atualizar o Currículo, de Ir à Luta e, o pior de TUDO, de Voltar pra Faculdade.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

BBBial

Vim postar só pra fazer um comentário sobre o Big Brother. Sim, eu assisto Big Brother e alienado é quem nao assiste.

Anteontem acho, o Bial começou uma super polêmica sobre a sexualidade do Serginho. Né por nada não, acho que dentro da casa eles acharam tudo engraçado e pá, mas, alôu, o POVO BRASILEIRO ta assistindo! Consigo ver tias minhas falando: "isso aí é tudo fingimento! só pra ser popular! ele até pega em bunda de mulé! até beija na boca!"... enfim, se Serginho eu fosse, puto eu ficaria. Papo vai, papo vem, Bial esclerosa à la Silvio Santos e pergunta se Serginho é ativo, passivo ou ambos. Gente! Genteeeeeeeee! Não que eu ligue pra família brasileira que está assistindo. Sou super a favor da liberdade de falar qualquer merda na TV a qualquer hora do dia. Mas a GLOBO corta com um *biiii*quando alguém fala "cu" ou "merda" na edição, não coloca o Jogo da Verdade Sexual dos BBs no ar e Bial me pergunta ao vivo colé a preferência do veado??? Próximo programa quero ver Bial perguntar pro Caduzão: "Você prefere comer cu, xana ou ambos?"












- Ambos.
PS: uma biba cujo nome no orkut eh " *cleiton e michael, te amo " me adicionou no orkut com a mensagem simprona "add". A fim de dar umas boas risadas, olhei o album do *cleiton e michael, te amo e só tenho um comentário: sou contra a inclusão digital.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Roller Coaster

A coisa mais emocionante que me aconteceu nos últimos dois dias foi a volta do Roller Coaster pra minha vida, também conhecido como O Melhor Jogo do Mundo. É como se eu fosse Walt Disney, ou o dono do mundo pois posso vigiar os milhares de visitantes do meu parque E os empregados, podendo colocá-los onde eu quiser com uma pinça! Além disso, também fiz montanhas-russas que ficaram conhecidas como Os Melhores Brinquedos EVAH do Mundo.

Ontem meu dia foi supercorrido porque tive tipos umas duas coisas pra fazer. E como meu dia só começa às 16h, não tive muito tempo. O frustrante foi ir até o Positivo do Batel, de biarticulado, pra fazer matrícula da minha irmã com uma cópia de RG e duas fotos 3x4 porque a vaca da telefonista garantiu que era tudo de que precisávamos. Mas se você acha que uma cópia de RG e duas fotos 3x4 era tudo de que precisávamos, você se engana. Ela só esqueceu que precisava não só de uma cópia de RG e duas fotos 3x4, como carecia também de 712 reais. Em dinheiro. 712 reais. Só em dinheiro. Tinha me esquecido que todo mundo que estuda/vai estudar no Positivo do Batel anda com 712 reais em dinheiro na carteira, exceto minha irmã =/ Minha vontade era de fazer a vaca pagar nossas passagens de ônibus, que totalizaram num prejuizo de 8,80. Em dinheiro.

Ontem umas amigas e eu fomos secretamente comememorar o fim do namoro de uma amiga (que estava junto, mas que achava que era uma saída qualquer). Fomso a um bar chamado Degraus. Estranhei o nome. Quando cheguei, estranhei a fachada. Era uma dessas portinhas discretas que dão pra algum lugar com um segurança grande na porta. Quando entramos pela portinha, entendemos o nome do bar porque era tipo a escadaria do Corcovado, mas não rolante. Quando já nos animávamos com a ideia de um inferninho com mulé pelada no cano, nos deparamos com a realidade triste de um bar vazio. Enfim, depois encheu e foi ainda pior porque era uma galera tipo Batel, mas gente, a gente tava do lado da Tiradentes num bar quase inferninho!Só entendi o porquê daquilo quando começou a rolar um telão com Luan Santana. Bad karma. Papo vai, papo vem, fiquei tentando identificar um possível pega, mas gente, que difícil! É incrível como o típico playboy se veste exatamente igual ao tipico viado: Nike shox, calça justa, camiseta mamãe-sou-forte, corrente no pescoço e gel no cabelinho espetado! Enfim, deu em nada pra ninguem, enchemacára e nos divertimos mesmo contra todas as adversidades. Hoje jogay RollerCoaster umas 10h seguidas. MESMO.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A decisão

Prazer, meu nome é Tom, mas também sou conhecido como A Pessoa Mais Indecisa do Mundo. Meu nome não é Tom, obviamente, mas não estou preparado pra publicar meu nome ainda. Daí que desde criança há risadas acerca do meu nome e, desde que meu nome é Tom, alguém infame responde que "o meu é jerry" ou algo assim. Se infame eu fosse eu responderia "o gato come o rato" mas comer nem é o meu forte. Fato é que além de indeciso sou preguiçoso e acho que to no momento maior de comodismo da minha vida toda. Acho que nem quando era bebê eu era tão acomodado, porque eu chorava. Acabei de levar um pé na bunda só porque sou descontrolado e procuro nao pensar nisso só pra nao precisar de chorar. Preciso de um emprego, mas to acomodado no ócio. Tenho duas biografias da Madonna por ler e não termino nunca, mesmo gostando do clichê. Baixo dezenas de filmes e séries e nem me dou ao trabalho de assistir. Tudo isso era pra dizer que to pensando em fazer um blog ha mais de um ano e hoje, depois de muita reflexão, achei que era o momento. Minha vida não é nem um pouco interessante então suponho que esse blog vai ser secreto e, veja só, to escrevendo pra mim mesmo. E ainda uso o imperativo na terceira pessoa pra mim mesmo, "veja".

Hoje vi um menino gracinha no subway. Tenho uma coisa com garçons. Você achou que era cliente? Nem. E nem garçom, mas quase né. Fato é que ele saiu da cozinha, me viu. Depois saiu pra dar uma volta à toa pelo salão me olhando e depois entrou de novo. Eu não sou egocêntrico. Aliás, tenho uma das piores auto-estimas (ainda não sei sobre o novo uso do hífen) do mundo, mas hoje tava na cara. Pensei em entregar meu telefone pra menina do caixa entregar pra ele. Mas já tinha visto uma pá de piás feios trabalhando por ali e me deu um medinho de não saber explicar direito quem era e ela entregar pro cara errado. Imagina que ele me liga, eu fico feliz pensando que é o bofinho, e quando a gente se encontra eu pergunto: "seu amigo não pôde vir?". Pensei em tudo isso e mais no fato de eu ter que pedir caneta e papel e uma fila atrás de mim se perguntando o que diabos (diabos!) eu estaria fazendo entregando um bilhete pra senhoura gorda do caixa e desisti. Se eu ainda namorasse, belezera, isso poderia ter sido uma ideia, mas com certeza absoluta (adoro esse pleonasmo) eu não ficaria frustrado porque afinal eu não deveria mesmo dar meu telefone. Enfim, prefiro não pensar nisso porque chorar dá muito trabalho.

Além disso, de "interessante" hoje, entrei no meu scrapbook e lá tinha o recado de um bicha pa-vo-ro-sa me perguntando: "oi! era vc no mc donalds do batel ontem? acho que te vi! bjs". Gente, comassim? Alguém tão incrivelmente bonito quanto eu tava de bobeira do Mc que despertou a obsessão de uma mona por procurar todos os homens de Curitiba no orkut até achar o dito cujo? Respondi: "era eu não. bjs". Gente doida.