sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cudomundopolis

é muito choque de realidade, né nao, minha gente. Cheguei a Mineiros às 20h em 14/09/11. à 0h40 desse mesmo dia eu tava em Madrid (horario local). E no dia anterior eu estava dando voltas pelos Jardins de Luxemburgo pra me despedir de Paris. Quer dizer…

De volta pra casa

Bom, e ai que os cinco ou seis dias que me restaram em Lyon passaram voando e nada de tao emocionante aconteceu, exceto mais uma despedida no Crazy (regado a tequila, benzina e dark room), comi rã à francesa e fui comido também por um negro à francesa. Matei dois coelhos com uma caixa d’agua so: negro e francês. Mas ain, sério, conto isso pessoalmente depois. Sei que nao vou esquecer dessas coisas também, entao elas nao precisam estar escritas. Pregui. A estada em Paris também foi sem grandes emoçoes. Exceto por ter chegado no 11 de setembro, sem me tocar, e depois ter pego metrô chapado com minha host, enquando ela me contava que os parisienses evitam o metrô nessa data. Bad de novo nos metrôs europeus. Fora isso, foram passeios tranquilos, a host parisiense mais querida do mundo, nostalgia, homens lindos por todos os lados…
O que to com vontade de contar é que me despedi da França com um pôr-do-sol maravilhoso pela janela do avião. Agora to no aeroporto de Madrid, esperando o voo pra Sao Paulo. Ao pesar minhas duas malas despachadas (ainda em Paris), soube que tenho 38 quilos de bagagem. O limite de Sao Paulo pra Goiânia é 23kg. Joia. Culpa minha de ser burro demais, mas agora so vou pensar nisso daqui a umas 12h. Ja estou bem feliz de ter passado sem nenhum problema pela imigraçao com 11 dias de visto vencido. Bom, isso ainda nao era o que eu queria contar. Estar aqui na sala de espera, pela primeira vez em meses cercado de dezenas de brasileiros desconhecidos, me da uma descrença. Nao é por nada. Mas, pô, TODOS os homens de tênis, calça jeans e camiseta. Ai, saquinho viu. Ups ! E nao é que ao terminar de escrever isso, vejo uma exceção à regra !! Nao é que to vendo um rapaz de camisa listrada e…. calça tochada, chapeu branco de vaqueiro e cinto de fivela de bandeja ?!?! Em Madridi ! Vou ali trocar ideia com ele, numa dessas pego uma carona de trator até Goias !

Marseille

Chegamos a Marseille e, de cara, fui percebendo o que ja tinham me dito : parece uma cidade grande do Brasil. E meio suja e poluida de maneira geral, mais trânsito e barulho, mais gente na rua, menos organizaçao. Pegar trânsito me fez me sentir um pouco em Curitiba (nao que eu tenha carro, mas né, a gente sempre sabe como é). Chegamos na casa do amigo, um cara super figura, muito caricato, engraçadissimo. Recomeçamos a seçao haxixe e cervejinha. Geremie, o amigo, foi passar a noite na casa da namo. Kevin e eu assistimos um filme, fumamos mais, bebemos mais, comemos iguais a dois porcos, apagamos a luz e nos deitamos, de novo sobre a mesma coisa.
Me passando o baseado no escuro, ele me pergunta : « Quer que eu te chupe ». Gente, hesitei por alguns instantes, viu. Devia so ter so colocado pra fora e pronto. Mas nao o fiz, por alguns motivos, nessa ordem de importância: 1, até o dia anterior ele era o amor da minha vida dos meus 5 meses na França e agora ele era um broder hétero que queria me chupar; 2, tinhamos bebido e fumado pacas, tive medo de brochar; 3, eu prefiro muito mais chupar, nao estava achando muito justo que eu nao pudesse fazer nada. Bom, segue dialogo como me lembro. Entre uma fala e outra sempre uma hesitaçao, um trago do baseado e passada do mesmo pro outro:
Eu: “Nao”
Kevin: “Por quê ? »
Eu : « Tem que rolar um momento pra isso »
Kevin : « Eu imaginei. é meio bizarra essa minha vontade né ? »
Eu : « Um pouco… Mas nao to te julgando, hein ?! »
Kevin : « Espero »
Eu : « é so que vai ser um pouco dificil você conseguir isso, seja de alguém gay ou hétero »
Kevin : « é… »
Bom, fui dormir me torturando pensando se devia ou nao ter deixado ele me chupar. Me senti um pouco egoista, pois podia ter satisfeito a tara do pia com alguém que ele conhecia e confiava o minimo que fosse. Mas agora nao adianta lamentar, porque dormimos e, infelizmente, nao falamos mais disso.
No outro dia, aquela lerdeza pra se agilizar, como é comum quando se viaja em um numero de pessoas superior a 1. Lavamos a louça, ajeitamos a sala. Bolamos um bec, abrimos uma cerveja. Me ensinaram a jogar pôquer. Adorei e no inicio até que mandei bem. Depois fomos ao mercado, fomos à casa de um casal de broders dele, fizemos rango, comemos e saimos pra ver Marseille. Ele, socialista e ideologista que é, me levou numa regiao do centro onde realmente você nao faz mais ideia de que esta na França. Eu achava o centro de Lyon bastante arabe, mas nao tem nada a ver com o de Marseille. Enfim, conheci outra França.
Voltamos pra casa do casal de brodas dele porque eles ainda fariam uma pequena correria pra pegar xit. Bom, fumamos um enquanto esperavamos a hora e começou a me bater aquela velha (e ja chata) insegurança por nao ter onde ficar – afinal Kevin retornaria aquela noite pra casa dos seus pais e o Geremie nao me hospedaria sozinho. E esse cara gente boa, do casal, tambem nao podia porque era o dia em que ele ficaria com a namorada, sem os pais em casa. Franceses. Fui pro computador, nada de couchsurfing. Nem os hostels que eu tinha visto pelo preço abusivo de quase 30 euros estavam mais disponiveis. Hotel mais barato a partir de 130 euros. é nessas horas que nos vêm aquelas duas palavrinhas à mente : me fodi.
(escrevendo do aeroporto de Paris Orly, prestes a embarcar com destino final Mineiros, depois de dias e de todos os meios de transporte existentes) Entao, voltamos à casa do nosso até entao anfitrião, este estava com a namo e um broda. Este broda morava numa residência universitaria (tipo uma CEU) e, segundo ele, nao me cabia no seu quarto mas que, se eu nao tivesse outra opçao, tinha um terraço na residência. Bom, Marseille nao pode ser considerada a cidade mais segura da França e a estaçao de trem, soube, fechava entre 1h e 5h, entao o terraço da residência realmente me pareceu um oasis. Geremie, que gentil, me emprestou uma espécie de emborrachado (ja que o terraço era de pedrinhas, sacam ?) e um saco de dormir e la fui eu, mochilinha e acessorios, dormir ao relento. Assim que me deitei me sentindo sortudo de ter aquele canto sem-teto, ao mesmo tempo tinha medo de, sei la, a tia da limpeza chegar, chamar um segurança e eu ser deportado. Afinal, meu visto tinha expirado no dia anterior. Quando abandonei esses pensamentos, me disse uma coisa : so nao pode chover. E adivinhem ! Uma pequena garoa começou. Mas logo parou, nao passou de uma pequena garoa. Dormi gostoso e so acordei às 7h, com CHUVA. Escapei do terraço, tendo sorte de ninguem ter fechado a portinha de acesso, achei um banheiro , entrei numa cabine e ali dormi mais umas duas horas. Depois disso, minha gente, fui direto pra estaçao de trem e adiantei meu bilhete de volta pra logo mais à tarde. Ai fiz um pequeno passeio pelo belo e fedido porto da cidade e voltei pra Leão. E adiei minha ida pra Paris em um dia porque, apesar de todo esse perrengue, eu estava realmente sem grana.

Toulon

6,20 a passagem, depois de um pequeno perrengue pra encontrar o ônibus, chego a Toulon às 21h15 e Kevin vem me buscar de carro. Quando entrei no carro, nao podia acreditar que estava vendo ele de novo. Ele tinha raspado a cabeça, nao ficou bom, mas ele continuava sendo meu amorzinho. Me surpreendi um pouco pelo fato de ele nao dar pinta nenhuma, mas né, francês, a gente nunca sabe. Chegamos na casa do amigo dele, que, esse sim, era bem gay, fomos logo tomando uma cervejinha e fumando unzinho. Depois chegaram quatro amigos deles e bebemos e fumamos e eles fizeram musica e foi bem legal. Hora de dormir, Kevin e eu na mesma cama, sozinhos no quarto. Deve-se ficar entendido aqui que estava claro pra ele que eu era MUITO a fim dele, haja vista as mensagens que tinha trocado com ele depois de termos nos conhecido (sem falar do fato de eu ter pesquisado e descoberto seu numero e seu facebook, porque nao tinhamos tido oportunidade de troca-los). Deitamos, acho que houve um momento de tensao, e ele disse « bonne nuit », ao que respondi e dormimos - -‘
No outro dia, fizemos um tour por Toulon, que nao é tipo a cidade mais especial do litoral, definitivamente. Pelo menos o Max, o host, fez um comentario que o confirmava gay, o que me fez voltar a « saber » que o Kevin também o era. Fomos a uma praia, onde so nos sentamos por um instante. Nesta, fiquei impressionado com o azul do mar. Depois fomos a uma outra, sem nada de turista, numas rochas, onde o que impressionou foi a transparência da agua. Nadamos, a agua tinha uma temperatura ideal, tava muito calor, foi uma delicia. Kevin decidiu ir a Marseille comigo naquela noite e tinha um amigo que nos abrigaria, entao mandei uma mensagem de texto e uma resposta no CS pro cara que seria meu host – aquele mesmo, sem referências, que postei logo antes.
No caminho pra Marseille, ele faz um comentario sobre uma mulher gostosa. Papo vai, papo vem, falamos sobre namoro e essas coisas e surpresa : ele é hétero. Fingi naturalidade ao receber aquela noticia bombastica e, em seguida, um porém bombastico : « eu nao sinto atraçao nenhuma por homem, nem vontade de beijar, transar, ser chupado. Mas tenho uma pira : chupar um cara ». Tipo, ele falou tudo tao naturalmente que nao passou pela minha cabeça nem por um instante, e nao passa ainda agora, que ele possa ser enrustido. Realmente acredito que ele seja hétero. Entao, vivendo e aprendendo, taih algo que eu ainda nao sabia que existia : um hétero com pira soh de chupar um pau. Attention, les filles !

Aix-en-Provence

Chegamos às 17h a Aix-en-Provence, ponto final da carona, a uns 15km de Marseille. Sem saber aonde ir ou o que fazer, mais uma vez sem ter onde dormir, liguei meu pc no wifi do café em frente, onde a coca custava 3 euros. Pela internet pagay. Sabia que tinham coisinhas pra se ver em Aix, mas sabe quando você ta sem saco ? Tipo, você nem tem onde dormir, nao ta mais a fim de sair em busca de igrejas ou ruas tao parecidas com as de qualquer cidade da França.
Pesquisa que pesquisa couchsurfing, hostel, hotel, horarios em que fecham as estaçoes, tudo isso entre Aix e Marseille, acho nada, falo com pessoas, me desespero, me acalmo, fico entediado de nao achar nada e de ver o dia terminar, alguém me chama no chat do facebook. Kevin. Meu primeiro amor da França. Aquele do festival Queyras Libre, nos Alpes. Que eu nao peguei e sempre me martirizei por isso. Que eu sempre quis encontrar de novo e nunca rolou e nunca rolaria. Conto a ele minha situaçao e ele, faz que faz ligaçoes, acha um couch pra mim em Toulon, a uns 80km dali. E mais do que isso : estando ele em férias na casa dos pais, iria pegar o carro e nos encontrar em Toulon naquela noite mesmo *.*

Barcelona (II)

Cheguei a Barcelona à 1h, sem rumo. Andei, parei, fumei um cigarrinho. 1h15. Quer dizer, nao rola ficar perambulando por ai até amanhecer pra ir dormir num parque ou coisa assim. Fiquei sabendo que a estaçao de Barça fechava durante a noite, o que acabou com meu plano B. Fui pro hostel onde estive até entao. Nao havia a menor possibilidade de eu me hospedar la, porque sem reserva pela internet a diaria seria mais de 20 euros e eu, definitivamente, nao estava disposto a pagar isso. Como eu ja conhecia o hostel, entrei e fui pro primeiro andar usar o wifi, ja que a recepçao ficava no segundo. Falei cazamiga um pouco, escrevi parte desse post, até quase 3h. A bateria do computador acabou, o cabo (eu pensei) estava na minha mochila que estava no guarda-volume do hostel e para chegar la eu teria que passar pela recepçao. Entao desisti de ficar no computador até amanhecer também. Peguei o elevador, pra nao passar pela recepçao, e fui pro terceiro andar, tomei um longo e bom banho, voltei pro primeiro andar disposto a dar uma cochilada no sofa, mas desisti por dois motivos: 1, nao vou descreve-lo, mas era impossivel dormir no sofa, entao eu teria que dormir no chao, o que nao me incomodaria, mas 2, poderia chamar atençao e algum funcionario saber que tinha um intruso ali e eu ainda precisaria daquele hostel pras proximas noites provavelmente.
Eu estar descrevendo tudo tao minuciosamente tem um motivo, que se explica nesse paragrafo. Quando saia do hostel , quase às 3h30, novamente sem destino, segurei a porta da saida pra alguém que estava saindo. « Thank you », « You’re welcome », e fui me sentar num banquinho em frente pra fazer um cigarrinho. Quando começo a fumar, chega a pessoa pra quem segurei a porta : « May I join ? » Quando o vi, meus olhos brilharam enquanto balbuciei: “Sure”. Era Andreas Gusak (vide facebook). Um gatinho russo-alemao. Começamos falando sobre as coisas de sempre, de onde você é, o que você faz, retissências. Mas depois falamos de tudo : de existência, de Deus, da Igreja, de religões, de sexualidade, de historias, de experiências, de etc. Ele me disse que ja se perguntou se nao era gay, ja que nao é como os amigos que saem fodendo por aih, mas nao sentia atraçao por homem, mas que tampouco descartava a possibilidade de uma experiência homossexual. Mas, calme, infelizmente nao tinha possibilidade de acontecer algo entre nos. Ele me dizia as coisas mais porque a gente tava falando tudo ja como velhos brodas. Alias, quando eu falei que era gay (no momento em que ele me perguntou o que eu achava das mulheres europeias), ele disse que nao diria que eu era gay. Engraçado isso : no Brasil nao tem quem nao perceba em um instante que eu sou gay e na gringa todo mundo se surpreende, o que pode ser explicado por uma das seguintes coisas : 1, aqui ninguém da a minima se você chupa pinto ou buça, entao ninguém sequer especula ; 2, você nao parece gay por nao estar causando em sua lingua materna ; ou 3, as duas coisas.
Entao foi isso, ficamos la simplesmente conversando e fumando até as 5h30. Trocamos facebook, nos despedimos e fui pra estaçao lindo, feliz e saltitante, agora agredecido por ter tido a oportunidade de estar num perrengue daqueles pra conhecer alguém como o Andreas. Pode parecer carência, e talvez seja mesmo, mas fiquei um bom tempo refletindo sobre essa coisa de se conhecerem pessoas. Na minha cabeça, carente ou romântica ou divagante, encontros como esses nao podem ser mera coincidência, manjam ? Se a bateria do meu computador nao tivesse acabado, se eu tivesse visto que o carregador estava sim dentro da minha mochilinha, se, entre outras mil coisas, eu nao tivesse saido do hostel naquele exato minuto e segurado a porta pra ele, a gente nao teria se conhecido e talvez eu tivesse passado aquelas horas sozinho.
Com esses pensamentos em mente fui pra estaçao, dormi por quase duas horas, até ser acordado por um guardinha infame que veio me dizer que nao se pode dormir nas cadeiras da sala de espera. Gente, como assim. Altas pessoas dormindo pelo chao, as cadeiras da sala de espera quase todas vazias e você nao pode ocupar duas teoricamente esperando seu trem ?
Desisti de dormir ali, ja que o movimento e o barulho se intensificavam e fui, com um zumbi, pra um parque que eu ja tinha mesmo que conhecer pensando num belo gramado pra esticar minha canga. Cheguei no parque depois de metrô, caminhada, escadas rolantes, escadas normais e rampas e surpresa : nao tinha gramado. Apesar de ser lindo, tudo o que eu precisava era dormir, entao me estiquei num banco ali e dormi tranquilo umas duas horas, quando uma familia espanhola barulhentissima se instalou por ali. Conheci um parque como zumbi e fui pro hostel onde, definitivamente, eu reservaria minhas proximas e ultimas duas noites para dormir, mesmo porque eram as duas noites mais baratas (uma delas era 8,90, risos).
Bom, fiz meu almoço no hostel, conheci duas portuguesas que estavam viajando ha um mês e que tinham conseguido a façanha de gastar 20 euros por dia com hostel. Tipo, mesmo perrengueando do jeito que eu estava fazendo, eu acho que no fim daria mais do que isso em média. Bom, fiz check in e dormi a tarde toda. Quando acordei, lembrei que tinha guardado a ponta do bec do finlandês quando fumamos. Tava na sacada, embaixo duma parada, sujo, sujo. Mas né, fumei. Primeiro me veio uma paranoia de de ter cocô de barata e eu pegar uma grave infecção. Abandonei esses pensamentos e fui dar uma volta. Que delicia dar uma volta chapado sozinho numa cidade nova! Até entrar no metrô... Eu tinha planos de achar um monumento que até entao nao tinha visto, mas o negocio é que dentro do metrô rolava uma gravaçao sobre tomar cuidado com os pertences pois pick-pockets atuavam na area. Como a mensagem era em inglês, catalão e espanhol, e eu estava chapado, eu nao conseguia entender se era uma mensagem corriqueira de alerta ou se estava rolando uma treta naquela linha, naquele trem ou mesmo naquele vagão. Comecei a ter a impressao de que as pessoas estavam tensas ao segurar e tomar conta de seus pertences. E a mensagem era intercalada com uma musiquinha fofa, o que era bastante amedrontador. E a cada chegada e saida de estaçao, a mensagem e a musiquinha se repetiam, credo! Desci rapidamente na minha estaçao e ao tomar ar livre, sao e salvo, vi que estava outra vez em La Rambla, onde eu sempre acabava parando. Mais tarde sai por umas ruas com varios endereços do babado, me prometendo que entraria em algum lugar. Mas ah, francamente, ferver sozinho numa cidade diferente nao é pra mim. Alias, ferver sozinho nao é pra mim. Nao consigo me sentir bem entrando num bar ou numa balada sozinho. Eu sei que se acaba conhecendo pessoas, mas né : talvez nao e você ficou la a noite toda dançando e bebendo sozinho, se sentindo looser. Mas como tinha me prometido, entrei (no bar que notei com menos gente hehe), tomei a cervejinha local de sempre a 4 euros (na qual eu ja tinha pagado uma vez 1,60, no bar do Gul) e logo sai porque, repito, pra mim nao tem graça.
No outro dia fui fazer o free tour como de costume. Conheci uma argentina que mora em Dublin e, depois do tour, passamos o dia juntos, indo ao castelo, depois pelo centro e terminando num jantar de graça oferecido por um bar a partir de “vale-jantares” que peguei no hostel. Dica das portuguesas, claro. O jantar na real era uma merreca, mas enfim, de graça. No outro dia, de manha, fiz check out e fui pra uma estaçao pegar um trem pra onde iria encontrar a guria com quem pegaria carona. Claro que calculei tudo com minha noçao brasileira de tempo. Ainda por cima me enganei, entrei no lugar errado, enfim, uma zica, cheguei 40min atrasado, mas ela felizmente me esperou. Era a motorista, Cecile, uma francesa bem gente boa e Sara, outra francesa, toda amor, meio hiponga, que ja tinha morado em Joao Pessoa e, logo, falava português e, logo, ja entendeu o porquê do meu atraso quando soube que eu era brasileiro (ou, como ela me perguntou : « Você ta brasileiro ? » (risos)).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sitges

Entao cheguei a Sitges e fui logo vendo que realmente era cidade com mais turistas bis por metro quadrado que eu ja tinha visto até entao. A cidade é bonita, praieira e tals, mas até entao nada muito diferente do comum. Passei por uma praia, por outra, sempre pensando que quando viesse um feeling eu pararia pra dar meu primeiro mergulho no Mediterrâneo. Foi então na terceira praia que, de cima, vi varias bundas e êpa : nudismo ! Fiquei meio assim se poderia ir à praia de roupa, mas dando uma boa observada, vi que podia sim. E fui. Me instalei em um lugar qualquer, fiquei de sunga e me pus a observar, discretamente, todos os pênis que desfilavam pela orla. Calma, gente, nem tudo são flores, alias, quase nada o são. Embora tenha sido minha primeira praia nudista, o boato é que é meio geral que quem frequenta sao geralmente… idosos… idosos obesos. E em Sitges nao seria diferente, nao fosse pelo fato de 90% serem homens e desses 99% bis. Era realmente muito engraçado e descontraido a forma como tudo é tao natural. Eu curti, acho que toda praia devia ser nudista facultativa. Pensando nessa experiência, tirei a sunga, fui pro mar, nadei freedom style, voltei, tomei sol na bunda e, depois de um tempo, voltei a colocar a sunga. Eu nunca lamentei tanto nao estar depilado. Nao que alguém la estivesse se importando muito, mas gente, é serio : desde que vim pra França nunca sequer CORTEI os pêlos do saco. Vergoinha, eu sei.
Bom, o massa é que tinham algumas familias na praia. Tipo, dois tios peladões passando abraçados e criançada fazendo castelinho de areia. Achei muito futuro. Além disso, elegi o Casal Pinto (francês por sinal, fiquei salivando por eles) e o Mr Pau, um tiozao magrelo bem feio que tinha uma sucuri que pendia. Ah, também vi um micro-pinto. Sério, não queiram ver. E se tem uma coisa mais feia que velho pelado, tenha certeza, minha gente, essa coisa é velha pelada. Outro ponto importante a se destacar é que os homens aqui realmente têm mais cuidado com os pêlos pubianos (talvez por serem bis) que as senhôuras. Vi cada macaca.
Passei o dia todo na praia, fiz meu lanchinho farofeiro com uma bela vista noturna da praia e da cidade e tornei a dar uma volta pelo centrinho. Vi uma lan house (ai, serio, nao existe um outro nome pra isso em português?) e parei porque, como nem tudo sao flores, eu ate entao nao tinha onde dormir e ja eram 22h. E, voilà, tinha uma resposta de um host do couchsurfing dizia que eu podia ficar na casa dele, mas que esta ficava um pouco fora de Barcelona. Perfeito, de qualquer forma – embora o cara parecesse BEM estranho. Até algumas referências positivas do site diziam que ele era estranho, mas gente boa. Enfim. Fui pra estaçao de Sitges e surpresa : o ultimo trem ja tinha passado. Fui esperar o onibus e surpresa : o proximo era so à 00h15, o que significa que eu tinha perdido a possibilidade de pegar o trem pra casa onde eu dormiria.

Barcelona (I)

O trem de Montpellier (Frebça) pra Figueras (Espanha) atrasou, o que fez com que todos perdessem o trem de Figueras pra Barcelona. A empresa espanhola de trem providenciou onibus para o transfer e, foi quando sai da estaçao e vi a confusão, que soube que estava outra vez num pais latino. Bom, cheguei a Barcelona com duas horas de atraso, sai sem rumo ali pelo lugar, olhando o mapa, dando uma explorada na regiao e pensando no que fazer, ja que eu nao tinha onde ficar. Achei um café com wifi, entrei e a cerveja custava 1,60. Foi ai que comecei a amar Barcelona. Bom, como nao tive nenhuma resposta nem de couchsurfinf nem dos outros (poucos) contatos na cidade, reservei uma noite num hostel que estava a cerca de 12 euros. Comecei a conversar com o Gul, o funcionario do bar, muito simpatico e gentil, um paquistanês com sotaque de espanhol falando ingles com um brasileiro, que mora na França, que, por isso, desaprende inglês dia-a-dia. Bom, nao posso dizer que era 100%, mas o Gul era realmente muito gente boa, fumamos um cigarrinho juntos e fiquei com vontade de voltar la pra vê-lo de novo, mas no fim nem rolou. Andei que andei e cheguei no hostel, onde so se escutava francês entre os hospedes , o que me fez pensar : vais er dificil fazer amizade aqui. Comi meu lanchinho de supermercado, dormi e no outro dia, no café da manhã, conheci um indonesiano, com quem passei o dia, por la Rambla, o porto e a praia de Barceloneta. Ele era bem gente boa, embora tocasse demais. Ja abri o jogo que à noite ia a algum lugar gay e ele quis me acompanhar. Chegamos a uma regiao com varios bares e baladas babadeiros e ele quis porque quis entrar no Bacon Bear Bar. Foi engraçado nao por ter acontecido alguma coisa, mas simplesmente pelo fato de todos os caras serem do tipo Bear. Bom, eu também nao estava tao descontextualizado assim. Depois fomos a um outro bar e depois voltamos pro hostel. Ou melhor, passamos batido pela nossa rua e conseguimos a façanha de andar DEZESSEIS quadras a mais. E, voltando-as, significa que andamos 32 quadras a mais o que me deu vontade de me matar, nao sem antes matar o Marcos. E durante todo o caminho de volta ele falava coisas sem noçao, sendo que tudo o que eu queria era ficar calado. E ainda dava palpites errados sobre o trajeto, sendo que eu ja tinha explicado pra ele N vezes que era so andar reto todas as quadras de volta que chegariamos a nossa rua. Enfim, mal conseguia olhar pra cara dele quando chegamos no hostel, pés latejando, 4h da manhã. Dei tchau pra ele na certeza de que nao o encontraria de novo, porque eu nao iria pro café da manhã e à tarde ele ja sairia do hostel. Dormi até umas 14h, nao indo pra Sitges, como tinha previsto.
Fiz um macarrao no hostel e, quando voltei pro quarto, meus 3 roommates delicinhas (dois ingleses e um finlandês) estavam la, devidamente descamisados. Fumei um com o finlandês que, jesus, me deixou loucaço. E… cansado. Dormi mais um pouco. A noitinha, fui dar umas voltas pelo centro, voltei la por meia-noite, deitei e dormi. Segunda de manhã peguei um trem pra Sitges.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CouchSurfing

Gentchy, to em Barcelona e amanha indo pro sul da França. Na noite do dia 1º nao tenho onde ficar, então devo dormir na estaçao de trem. Na noite do dia 2 vou ficar na casa dum host do couchsurfing pela primeira vez na vida. Ele nao tem amigos, nem referencias no site do CS. Mas nao to em condiçoes de recusar ^^
Entao, caso eu nao dê noticias até, no maximo, dia 4, mostrem o perfil abaixo pra Interpol:

http://www.couchsurfing.org/people/gamin13/

é na casa dele que vou ficar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Amsterdam

Fiquei devendo um post sobre minha viagem pra Amsterdam em julho.
Tipo, foi a viagem mais improdutiva e divertida de todas. Todas imagina por quê. Eu e meus dois amigos tinhamos 100 pila cada um pra passar 4 dias. Minha amiga e eu nao tinhamos sequer onde dormir. Chegamos e, espertoes, nao pagamos o metrô. E adivinha, Pra sair do metrô tinha que apresentar o ticket =) Fizemos o tipo "turista burro", tendo a sorte de cair num guardinha gente boa, que nos tirou da estaçao e nos fez pagar um unico bilhete e pra usa-lo futuramente, ou seja, nao pagamos nada mesmo. Depois viriamos a descobrir que tudo em Amsterdam era de "trenzinho" que custava 2,60 e que era impossivel andar sem pagar. Digo isso porque na França é muito de boa.
Ao chegar ja nos surpreendemos com a quantidade de bicicletas. Nao é que tem muita bicicleta. é simplesmente surreal. O transito é de bicicletas. Existem estacionamentos gigantescos de bicicleta. Tem lugares que tem pilhas imensas de bicicletas, umas em cima das outras e você cai embora de la sem saber como é que você tira uma bike do meio da pilha. E, uma vez no centro, pah: a mais completamente diferente realidade. Bandeiras de arco-iris e de sadomasoquismo sinalizando estabelecimentos, sex shops com vitrines com todos os artigos imaginaveis e inimaginaveis, e todos aqueles neons de coffee shops. Sem falar nas vitrines com as mulheres. Entramos em um e começamos com uma erva menos forte e ja ficamos lesadaços. De uma coisa tenha certeza : nao existe nenhuma possibilidade de voce fumar algo que nao te de uma onda muito forte. Bom, fumamos o dia todo, encontramos a senhoura brasileira que ia alojar nosso amigo, e ela resolveu hospedar minha amiga e eu também. Levou nossas coisas pra casa dela e continuamos no centro.
Vale contar algumas piras. Uma hora em que estavamos andando, chapados, comecei a sentir MUITO FORTE o atrito entre minhas duas pernas (minha calça era meio larga, entao minhas coxas se esfregavam). Aquilo foi tomando conta dos meus pensamentos e do meu ser e tudo o que eu queria era que aquilo parasse, porque as vezes era uma dormencia que saia do local do atrito, tomava conta de mim e eu sentia que flutuava. Minha amiga sentiu os pés pegarem fogo. Disse que se tivesse visto uma torneira teria enfiado os pés de sapato e tudo.
A noite caiu. E, gente, é impossivel se localizar em Amsterdam por três motivos : as ruas da cidade sao em semi-circunferências ; todas as ruas, pontes e canais sao exatamente iguais ; você ta sempre chapado. Nessa noite chegamos a cair três vezes no mesmo lugar, dando voltas procurando um ponto de trem pra ir pra casa. Desisitimos e fomos de taxi. A casa de nossa anfitriã era realmente longe, mas nao sabiamos disso até entao. A cidade começou a sumir e mato começou a aparecer. Virei pros meus amigos no banco de tras : « vocês nao tao com medinho ? » Eles acentiram com a cabeça. Medo. Mas, claro, era pira, chegamos sao e salvos. No entanto, ao chegarmos no condominio, o prédio dela tinha duas portas e entendemos que a porta da esquerda é que era a entrada dela, de acordo com as instruçoes que tinhamos. Entramos e a porta que seria o apartamento dela era tipo de madeira e era tudo muito assombroso. Meus amigos entraram na pira de que era um cativeiro. « Gente, se nao tiver janela, a gente nao pode ficar aqui, é muito arriscado ! », disse um deles. E eu de cara porque tinha sido realmente dificil achar um couch e agora que tinhamos um, eles pensavam ate mesmo em dormir do lado de fora ! Ficamos naquele dilema muito tempo, minha amiga dava gargalhadas de tensao. Entramos na outra porta, a da direita. Nao sem antes meu amigo dizer « Vamos deixar um documento de identidade aqui do lado de fora, caso aconteça alguma coisa ». Enfim, no fim descobrimos que a portinha de madeira era tipo um porao da casa dela e que o apartamento dela era uma gracinha, estava pronto pra nos acolher e que ela era uma tia muito da gente boa.
Bom, nao fomos a nenhum museu. Era tudo meio caro e realmente nao tinhamos dinheiro nenhum. O mais produtivo que fizemos foi o Free Tour, em que pudemos entender bastante da historia, da arquitetura e das leis diferenciadas de Amsterdam. Mas uma coisa posso dizer : conhecemos diversos coffee shops. E, realmente, tomamos muito café em cada um deles.
Uma coisa legal a se notar na cidade é, que apesar de sexo e drogas estarem tao evidentes por todos os lados, os holandeses parecem levar uma vida extremamente tranquila. Sao sorridentes , prestativos e gentis. é realmente incrivel, nunca tive tanta certeza de que vou voltar pra uma cidade como tive la !!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

P.S.

Eu realmente acho péssimo nao acentuar A, I, O, U, mas nao acho o agudo no meu teclado (e o til tem que apertar ALTctrl pra fazer). O "é" tem pronto porque o francês tem uma média de tipo dois "é" por palavra. Entao désolé pela falta de acentuaçao.

Ménage à trois, islam...

Se tem uma expressao em francês que passei a utilizar e a gostar ainda mais, essa expressao é ménage à trois. Isso porque, claro, eu fiz, beijos. Resumindo o que menos importa, conheci dois brasileiros, separadamente, pelo Planet Romeo, o site gay da Europa. O mineiro Dan e o carioca Ari. Conheci ambos e nao peguei nenhum. Coincidentemente, eles se conheciam e ja tinham se pagado. D ficou bastante a fim do A. A trabalha muito, nao tem muito tempo. Saio outras vezes com D e uma amiga e um dia, na minha casa, nos pegamos gostoso. D fica bastante a fim de mim, como resolver seu dilema ? A e D combinam um esquenta pra balada na casa de D e me chamam, de broders. Bebemos muito, noite chuvosa, resolvemos ficar em casa. Ménage à trois. Foi muito massa porque ja nos conheciamos entao ja rolava um minimo de intimidade. A bebida nao ajudou muito porque sempre tinha alguem que precisava mijar e ficamos de pegaçao por horas e soh A gozou. Ele acordou cedo pra ir trabalhar, passei o domingo na casa da D de sacanagem, gozando vezes. Depois disso temos tentado nos encontrar, mas o A realmente nao tem muito tempo, o que quase acaba com minhas expectativas de uma petite relaçao a tres, como eu sempre sonhara (renasça, mais-que-perfeito).

Bom, nao obstante meus dois pseudo-namorados-pseudo-simultâneos, ainda tem Samer. E aih que combinamos de eu ir na casa dele terça passar a noite até as 5h, ja que ele esta mais disposto nesse horario por poder comer (ele nao parou com o jejum no fim das contas). Atravessei a cidade em busca do meu principe arabe e, depois de alguma enrolaçao, fomos ver filme, na cama dele, como sugerido pelo mesmo. Fiquei naquela tensao pré-adolescente por nao saber se podia toca-lo nem como nem onde. Estavamos deitados e comecei por encostar a mao em sua cabeça. Nenhum movimento. Cafuné. Ele continua permitindo. Encosto braço no braço. Ok. Pego sua mao. Dou um beijinho em sua cabeça. Encosto sua cabeça no meu peito, ficamos semi-abraçadinhos. Mas nada foi tao rapido como parece. Nessa altura, The Shining, que nao pode ser considerado um dos filmes mais curtos do mundo, ja estava acabando. No fim, comecei beijando-o na testa e desci até a boca. Como eu ja imaginava, ele mal abria a boca. Comecei docemente (como diriam os franceses), labios, saliva, linguinha, linguao… e ele foi aprendendo. Ele tremia. Gente, tremia. E aquilo era muito excitante, porque eu, passivo de tudo, tava sendo o macho que fazia tudo delicadamente. E outra, ele é MUITO gostoso. Aih nao preciso nem dizer que chupei seu pescoço, orelha, ouvido, mamilos, penis e testiculos. E ele gemendo sempre mais e tremendo sempre menos. Gente, que pau. Lindo, nunca vi tanta proporçao em tamanho e grossura. Nunca vi um cilindro tao cilindrico e uma linha tao reta. E circuncidado – o que foi novidade pra mim.
Demos um tempo umas 4h50 pra que ele fosse comer, afinal so voltaria a comer às 21h --' Dali pra frente, né gente, sol nasce, nao pode mais nada. Nada. Ficamos conversando. E la vem o melhor : fui seu primeiro homem. Primeiro *.* O maximo que ele teve de contato sexual foi pegar na xana de uma ex-namorada. Depois ele ficou falando da Siria e, resumindo em minhas proprias palavras, de como viver num pais em que a lei é a religiao é a pior merda que pode acontecer na vida de alguem. Nao da pra contar tudo porque a gente realmente conversou por horas. Tanto que ele ficou com sede. Tanta sede que começou a pensar em quebrar o jejum. Pediu minha opiniao. Ele sempre faz isso, embora (ou porque) ja saiba exatamente a minha opiniao. Eu disse fingidamente brincando : se você quebrar pelo menos posso voltar a te beijar. Ainda conversamos mais muito tempo antes que ele se decidisse, mas enfim bebeu e ai foi so alegria. E ele aprende as coisas muito rapido. No fim da pegaçao (sem penetraçao) pediu até pra eu gozar em cima dele =) Depois converamos mais e ele quis ver meu pinto mole, ja que eu nao sou circuncidado. E ele parecia uma criança, abrindo e fechando o brinquedo, coisa que nunca tinha visto. Quando fomos dormir era quase 10h, acordamos às 13h30 atrasados pra irmos pra aula e no caminho ele veio me dizer que tava se sentindo mal por ter quebrado o jejum. Ai, gente, tem que ter muita paciência, viu. Mas tambem cara, veja so: ele é um muçulmano no Ramadan, que quebrou o jejum, fez sexo, com um homem e tem uma namorada. Tipo, realmente é muita culpa pra um pia de 21 anos. Falei, pela enesima vez, pra ele parar de pensar nisso, que se nao fosse por isso nao teriamos feito o que fizemos, me certifiquei gentilmente de que ele tinha gostado e de que nao tinha se sentido forçado a nada.
Bom, depois da aula, encontrei o Daniel e fomos ao cinema (Planeta dos Macacos, Origens), sem nosso namorado, que estava trabalhando. Depois fomos comer, demos um beijinho de despedida e agora to em casa. To exausto, a vida aqui nao é facil.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O sirio

To aqui contando pra minha amiga a intensidade da minha paixao e do meu dilema, mas ela nao ta dando a menor, por ja estar acostumada aos meus dramas. Mas dessa vez é muito forte! Por isso to escrevendo... - tb porque fumei um.
Resumindo. Desde o inicio de julho to de olho num menino da Aliança Francesa. Chama Sammer, tambem conhecido como O Menino Mais Bonito do Mundo. Da Siria, vim a descobrir depois. Arabe, vim a descobrir depois. Muçulmano, vim a deduzir em seguida. Começamos nos olhando, depois dando "bonjour" e "bonsoir", até que um dia o chamei e ficamos conversando por tempos. Depois saimos, com a galerinha dele da Aliança --'
Ate que finalmente hoje teriamos nosso primeiro encontro.
Gente, segunda-feira começou o Ramadan. Pra quem nao sabe, é o mes de agosto pros muçulmanos, ondes eles jejuam (leias-se DE TUDO) enquanto tiver sol, na França , isso significa das 5h às 21h. Fico imaginando na Islandia né, com o Sol da Meia-Noite. Depois da aula, em que iamos pro cinema, ele me diz que precisa ir a Grande Mesquita de Lyon, em um extremo da cidade, pra falar, sei la, com O Muçulmano Mestre, pra que ele pedisse uma especie de « permissao » pra fazer o jejum quando voltasse pra Siria. Fomos até a mesquita, ele falou com o cara e acabou ficando tipo no maior dilema do mundo da vida dele. Falamos entao sobre isso e eu, achando tudo um absurdo, tendo que pensar no que falar pro menino. Entre outras coisas, falei que ele era um bom menino e que isso era o que importava pra Ala *.*
Voltamos pras proxmidades da escola. Ja eram 19h e, a essa altura, o menino ja ta meio tonto e com muita sede. Qualquer filme no cinema que ainda fosse começar soh acabaria depois das 21h, horario em que ele podia comer. Ele sugeriu entao que fossemos ate o outro extremo da cidade pra comer num restaurante X. Fomos. No onibus eu perguntei e ele me disse que tinha uma namorada. Mas que aqui na França era diferente pra ele. Entendem ? Enfim, ele falou que la tem essa namorada, que ele ama, que sera a esposa dele um dia, mas que ele viu o cabelo dela tres vezes e nem se beijam. Ai comemos, enfim !!!!!, conversamos mais e peguei a maior linha de onibus da minha vida, de um extremo ao outro, andei 20 minutos pra pegar minha bike e mais cerca de 20 de bike ate minha casa. Serio, to exausto. E era pra ser um cineminha do lado da escola.
Bom, agora to aqui desabafando e pedindo apoio e incentivo para que eu me declare pra ele. Quero que ele saiba para que ele possa assumir uma posiçao. Bom, tentarei mante-las informadas.

sábado, 23 de julho de 2011

(risos)

Angelica Resende Alves says
oi
Tom Naves says
oi!
Angelica Resende Alves says
tudo bem?
Tom Naves says
td e vc??
Angelica Resende Alves says
bem
e como estao as coisas ai?
Tom Naves says
bao!!! =)
e vc??
e aih?
Angelica Resende Alves says
aki ta tudo bem
e como o pessoal ai estareagindo a morte da amy?
Tom Naves says
kkkkkkkkkk
ngm se manifesta
e aih em mineiros?
Angelica Resende Alves says
mto menos
Tom Naves says
hahaha
Angelica Resende Alves says
msm a nivel de brasil, as pessoas nao se manifesta

domingo, 26 de junho de 2011

La bonne soirée

olha, fiz o maior e mais engraçado post (chapado) e perdi por causa da porra da internet e do meu internet explorer desse maldito computador. nao vai dar pra escrever de novo, é muita frustraçao.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Jean-Baptiste

Oi, meu nome é Tom e eu acabo de levar meu primeiro fora em francês.
Daih que hoje me encontrei com o Jean-Baptiste, aquele que conheci na parada, pegay na balada e ficamos nos falando por sms. Ele é de fato um amor e divertido e entendia perfeitamente a porra do meu frances e eu, romantico que sou, ja sonhava com véu e grinalda e Green Card.
Bebemos um pouco num bar, amorzinhos se pegandinho, e jantamos e depois fomos pro quais do Rhone (a beira do rio Rhone) e ele me disse que eu era novo demais pra ele.
Ele tem 28, mas ate aih né gente, quando eu tinha 15 meu namorado tinha 24. Ate ja tinha contado isso pra ele, antes mesmo do fora, ele ficou realmente chocado.
Mas ele foi o tempo todo fofo, disse que era a primeira vez que ele marcava um encontro com alguem mais novo e tudo... Esperou o onibus comigo, nos beijamos, depois me mandou uma mensagem querida e quase romantica de despedida.
é claro que nao to pulando de felicidade, mas tampouco sofrendo. Mas uma coisa eu curti muito e, pelo pouco que ja entendo da francesada, é que eles sao mesmo muito sinceros e diretos. Tipo, ok, novo ou nao, ele poderia ficar simplesmente me pegando e curtindo a pira - o que alias eu tinha sutilmente sugerido. Mas nao, pegar por pegar pra que se de cara ele sabe que nao é o que ele quer, nao é mesmo?
Mas vamo pra proxima porque, enquanto a gente tava no bar, eu flertava disfarçadamente com o Gato (G maiusculo mesmo) que trabalhava la. A França ainda tem muito o que oferecer...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

...

Nao tenho nenhuma novidade, mas to com tanta vontade de dizer o quanto a França faz bem pra minha auto-estima *.* Sim, ainda to falando da noite sabado-domingo. Mas hoje me achei o dia todo tao mais bonito e inteligente...
Continuo falando com o Jean-Baptiste por sms, nos veremos 4ª. Porque amanha é a Fete de la Musique na França e eu espero muito ter mais coisas (sexuais) pra contar!

domingo, 19 de junho de 2011

A parada

Ontem foi meu dia de sorte, ou, como costumo chama-lo, O Dia em Que Minha Sorte Mudou na França.
Tudo começou com o almoço na casa do Lucas. Lucas é o pia brasileiro que to pegando eventualmente. A gente se conheceu na Aliança Francesa e quando finalmente saimos vimos, ou pelo menos eu vi, que a gente se identificava com (quase) tudo do que falavamos. Nos pegamos e foi massa e depois um dia na balada ele pegou um venezuelano camarao, tambem da AF, na minha frente e eu fiquei puto e fui pro dark room e chupei uns 7 paus. Depois saimos de novo pra beber no quais (a beira do rio) e bebemos e bebemos e acabamos nos pegando e acho que vai ser assim a nossa relaçao e ta otimo porque eu curto pega-lo mas quero pegar N pessoas néam.
Aih que fomos pra Parada Gay e umas cinco rachas elogiaram e puxaram meu suspensorio cores de arco-iris, unico e londrino, beijos. Um cara do carro que vendia souvenirs da parada passando me pediu um beijo e, como esses momentos com franceses sao tao raros, nao ia falar "nao" neh? Depois teve um outro que tava ao celular e na Parada foi soh isso. Alias, vale contar um detalhe: uns caras tinham tipo uma barraca e entregavam e explicavam coisas, das quais nao faço ideia. O importante foi que fiquei olhando pra um deles, muito fofo, que me perguntou tipo "pois nao?" ao que respondi: soh to te olhando. Ele ficou envergonhadinho e conversamos sobre aonde iamos a noite e nao iamos ao mesmo lugar e ele se chamava Jean Baptiste. Gravem.
Lucas foi pra casa com o venezuelano, de novo, e eu fiquei puto de novo e fui pro Quais esperar uma amiga. Continuamos bebendo ali ate bem tarde e, quando minha amiga saiu e eu fiquei esperando outros amigos, um franco-arabe veio me dizer que curtia homem tambem e me ofereceu carona com os dois amigos dele. Ate deu uma vontadinha por causa da fama sexual dos arabes, mas MEDO de ser destroçado por tres homens provavelmente grandes e famintos.
Amigos chegaram, fomos pra Pinks, onde teria a festa oficial da parada. Assim que cheguei ganhei whisky com coca de um franco-indiano. Ele era meio velho e nao era gaato, mas mais do que o normal pra indianos, e eu logo o peguei. Mais tarde, tentaria fazer a linha banheirao com ele, ao que seu pinto nao responderia. Depois ele me pagou outra bebida.
Depois quem eu encontro? Jean-Baptiste. Aquele da parada. Superchavequei e bebaço dizia pra ele que eu era o amor da vida dele e ele disse que tinha ido la pra me encontrar. E foi superfofo e me pagou uma bebida e beijava bem, mas foi embora cedo. Me chamou pra ir dormir na casa dele e eu disse que, oh, nao ia pra casa de ninguem no primeiro encontro e e ele achou o maximo. Pegou meu numero e infelizmente esqueci de pegar o dele ou anotei errado e ate agora nao achei no meu celular. Meus amigos foram embora, mas eu fiquei porque precisava esperar o transporte.
Bom, depois no fumodromo, uma caixa fazedora fazedora de cancer, peguei um descamisado camarao, de cujo corpo me aproveitei apalpando, e ele me pagou uma bebida e depois novamente no fumodromo, ainda ficando com ele, comecei a conversar desinteressadamente com um pia, Timothé, tambem conhecido como O Pia Mais Fofo e Um Dos Mais Bonitos da França. Eu disse desinteressadamente porque eu nao achava MESMO que ia pega-lo, mas adivinha: peguei. O bofe anterior vazou do fumodromo enquanto eu me rendia aos encantos de Timothé, cujo apelido eu entendi que era Tom também, mas que agora to achando que era Tim. Ele é de Grenoble, uma cidade a uns 50km de Lyon. Se ofereceu pra vir pra minha casa e, eu, que nao vou pra casa de ninguem no primeiro encontro, concordei saltitante. Chegamos em casa, 7h da matina, fumamos um e fomos pra cama e ele foi bastante insistente mas meu pau nao subiu e eu vou colocar sim a culpa no alcool. Tanto que quando acordamos, meio-dia, porque ele precisava ir embora, começamos a nos pegar e voces-nao-vao-acreditar: comi!!! Aih peguei o numero dele e ele foi. Voltei a dormir, levantei 5 da tarde. To podre, morto. E feliz, acreditando que é a fase das vacas gordas na França. Tambem to tomando coragem pra começar a mandar curriculos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Londres

Quando eu de fato nao tinha nada pra contar acho que os posts eram mais engraçados. Agora que tenho algo pra contar, eu simplesmente conto, acho que perdi o jeito...
Bom, chegamos em Londres e camelamos de mochila ate encontrar o albergue que, no fim das contas, ficava num lugar chamado Notting Hill (rah!)
Reservamos um hostel que achamos por 11 libras. Assim, certamente nao era dos melhores, mas o pior mesmo era o staff. Os dois funcionarios legais tinham cara de triste.
O que chama a atençao de cara em Londres é a cosmopolitice. Voce ouve todas as linguas do mundo na rua, voce ve guardas com turbante e indianas tipicamente trajadas no caixa do supermercado.
A cidade é moderna e grande - desta vez, com cara de cidade grande mesmo - mas voce percebe a pompa da monarquia por toda parte. Enquanto faziamos o Free Tour vimos o transito parar porque passavam tres carruagens pomposissimas, com aqueles guardas de vermelho, com um chapeu preto gigante de plumas estilo cabelo da Marge Simpson, indo pro Palacio de Buckingham onde mora a rainha. O guia disse que eram provavelmente membros da familia real. Vimos tambem a ritualistica troca da guarda (aqueles guardinhas-estatua, com uma arma de cem quilos no braço) na frente da mansao do principe just-married. Tem uma rua com trafego normal com tres portoes imensos. O do meio, o maior, fica fechado e por ele soh passa a rainha ou convidados da mesma. E a rua é vermelha, pra simbolizar um tapete de mesma cor. Quer dizer...
Tem as cabines telefonicas vermelhinhas, de dezenas e dezenas de anos, e os onibus vermelhos charmosos e enfim, é uma pira.
Bom, fizemos os pontos turisticos convencionais e é tudo lindo, mas né, sao soh os pontos turisticos. Alem destes, passamos quase um dia todo em Camden Town, tambem conhecido como O Lugar Mais Criativo do Mundo. Tipo, é uma grande regiao de lojas e mercados e feiras e voce pode comer qualquer coisa e fazer um novo guarda-roupa de qualquer uma das, pelo menos, ultimas 9 décadas e, quem sabe, ate das proximas duas. Nao da pra explicar e nao tiramos muitas fotos pq tava uma garoinha constante, entao a dica é: se programem pra irem la um dia na vida. Eu me apaixonei por um casaco, com corte de sobre-quase-tudo de veludo vermelho, que experimentei por puro masoquismo, e que me faria pegar qualquer homem da face da terra no proximo inverno. Mas custava 145 libras e, embora ele com certeza valha muitooo mais do que isso, e embora eu tenha ficado 15 minutos em frente ao espelho cogitando, tive de manter os pes no chao, lembrando que ainda voltaria e precisaria viver na França mais uns meses.
Conhecemos tambem de diferente Brick Lane, uma rua numa regiao onde quase soh se veem asiaticos - exceto na propria rua. Ela eh cheia de restaurantes e bares e neon e gente deshcolada e bonita. Fomos tambem na Abbey Road, onde necessariamente fica-se idiotamente atravessando sobre a faixa de pedestres pra tirar a tal foto. Detalhe: sempre tem varias outras pessoas (embora nao seja um inferno de turistada) e a rua tem um super trafego e sequer rola sinal de pedestre. Os ingleses, gentis que sao, é que esperam na boa vontade.
Por falar em gentileza, n'os, saidos de Curitiba e morando na França, ficamos perdidamente apaixonados pelos ingleses ou, pelo menos, os habitantes de Londres - ja que é muito dificil saber quem realmente é de la. Eles sao gentis, atenciosos e prestativos, nunca nos colocando na nossa devida posiçao de turista de merda.
Bom, enfim, a noite em Londres....
Primeira noite fomos ao Soho. As meninas evidentemente nao gostaram porque esperavam uma mistura maior de pessoas e lugares, mas na real é uma regiao realmente gay. Eu super percebi o potencial daquela regiao, sem duvida uma das melhores de Londres, mas é bem aquilo que ouviria mais tarde de um venezuelano gay que mora la: se vc quer ferver, nao saia de ferias com mulher.
Entramos num pub hetero podre, que felizmente fechou a meia-noite. Fomos a uma busca desenfreada por um lugar com cara de legal, achamos um com essa cara, que custava 8 libras soh pra sorrir, arriscamos e acertamos. Tocava jazz, rock e pop e 8 em cada 10 homens eram gatos. Os outros 2 eram deuses. Falamos com N pessoas, ganhamos uns pedacinhos de haxixe - que fumariamos ate o fim da viagem esperando ter uma onda que nunca veio - e voltamos. Lembrei: deslocar-se em Londres é incrivelmente caro, mas absurdamente facil, mesmo de onibus. Em seis dias gastamos 20 libras, economizando, procurando sempre pegar onibus em vez de metro. Mas tinha um passe livre pras zonas 1 e 2 que custava 25 libras pra uma semana. Em Lyon gastamos 25 euros pra um mes inteiro, sendo estudantes.
Voltando à noite... Na outra fomos a um pub em Camden Town, que tinha musica ao vivo e boa, mas nada excepcional. Na outra fomos a uma balada gay que ficava quase na Zona 2, num lugar nao muito assim, bonito e adivinhem: eu tinha olhado o dia errado da balada que me haviam recomendado. Aih entramos em outra que tinha la, que nao pagava pra entrar. Quando colocamos o pe la dentro pensamos que tinhamos tido sorte por ter conseguido entrar sem ser careca. Era uma balada gay bem clichezona mesmo e bebi pra caralho quando vi que seria dificil pegar alguem e quando azamiga começavam a ficar com cara de coo. Alias, foi bem nessa que conheci o tal sabio venezuelano. Enfim, fato é que encontrei um cara bem louco no banheiro e entramos no box e ficamos nos amassos e chups. Ele era muito gostoso, alem de ser dois fetiches ao mesmo tempo (ruivo e ingles) mas antes que me perguntem, nao lembro da cor dos pelos pubianos do rapaz. Depois gostei dessa ideia e ainda voltei la e fiz a mesma coisa com outros dois, mas nada de que me orgulhe a ponto de detalhar.
Outras duas noites foram bebendo no hostel e conhecendo os hospedes-moradores-loucos de la mesmo.
Embora nao tenhamos vivenciado bem a noite louca que Londres certamente tem pra oferecer, por todo o resto, hoje eu resumiria esse post em uma palavra: o que que eu vou ter que inventar quando voltar pro Brasil pra ir morar em Londres??

domingo, 12 de junho de 2011

Dublin

Dublin é outra cidade grande que parece pequena. é dividida tambem por um rio e toda a parte turistica, bem como nosso hostel e a casa de uma amiga da Taci, com quem viajamos, ficava de um dos lados, que fizemos todo a pé. Fizemos o Free Tour, que é um tur guiado a pé que acontece nas grandes cidades europeias e que pretendo fazer sempre. Porque voce acaba conhecendo bastante da historia do lugar - e no fim vc contribui necessariamente com qt quiser.
Fizemos um tour de pubs na primeira noite com essa nossa amiga. De fato tem pubs pra todos os tipos e gostos. Geralmente nao se paga pra entrar e na maioria das vezes tem musica, o que é genial. Mas, claro, nao vimos nada parecido com a ideia que temos de um monte de irlandeses bebados, ao som de musica celta, subindo no balcao com os barmen. Infelizmente. Algo parecido a isso vi aqui em Lyon, juro, mas depois eu conto.
Passamos um dia em Howth, uma cidadezinha portuaria ao lado de Dublin. Passamos algumas horas numa praiazinha de pedras ao pe duma serra de rocha, tomando vinho. A agua era muito cristalina e foquinhas nadavam se exibindo. Nunca tinha visto foca eu acho, ainda mais na vida selvagem.
Fomos a uma loja, Penney's - se pronuncia Penis mesmo, o que tambem é genial. é uma loja de departamento, estilo C e A, mas as coisas sao incrivelmente baratas. Comprei um sapato por 5 euros, uma camisa quase social por 14, uma camiseta por 3, enfim... Azamiga nem se fala, pareciam estar numa sauna, com tanta opçao tao acessivel.
Pegamos uma baladinha na noite de terça, nossa ultima noite. Praticamente soh tinha latino, tocava musica de radio, mas o que importa é que QUALQUER das cervejas era 2 euros. Inclusive Guiness e Budweiser. Nem preciso dizer o estado em que ficamos. Soh nos ultimos momentos encontrei uma puta pista de dança subterranea onde um frances do tipo MARAVILHOSO veio falar comigo, mas a mistura alcool+som alto+lingua francesa nao nos permitiu uma boa comunicaçao. é o tipo de coisa que me pergunto: porque um frances daqueles nao vem falar comigo, tipo, na França???

Pontos positivos da cidade: as pessoas parecem ser muito amigaveis e simpaticas. é muito facil se locomover. Tem uma vida noturna, ainda que controlada, de terça a domingo. é limpa e bonita. Muita gente bonita, especialmente os ruivos, que sao muito comuns. Nao é incomum ver homem usando kilt (fetiches feelings).
Pontos negativos: O segundo idioma de Dublin certamente nao é gaélico e sim portugues. Se na França o mais facil é fazer amizade com brasileiro, fico imaginando em Dublin, onde voce nao passa cinco minutos na rua sem ver brasileiro. O clima tambem é uma bosta: mesmo quase no verao, a temperatura ainda tava em media acho que uns 10 graus. No verao, a media é de uns 16º, entao pensa. O tempo abre e fecha o tempo todo (Curitiba feelings) e volta e meia vem uma garoinha chata e persistente. A vida noturna é bem controlada em relaçao a horarios porque, pelo que entendemos, os irlandeses nao teriam limites se nao fosse assim. Durante a semana os pubs fecham a meia-noite, um ou outro mais estilo baladinha ficam ate as 3h, e sexta e sabado tem ate 4h, 5h acho.


Depois de enchermos o cu de cerveja a 2 euros fomos pro hostel, pra acordar 3h depois de ressaca pra pegar nosso voo pra Londres.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lyon

Lyon eh uma cidade grande q parece pekena... a começar pelos meios de transporte desde publico até alternativos... umas 5 linhas de metro, trenzinho, onibus, velov (estaçoes de biciletas publicas, que vc retira mediante um calçao no cartao e nao paga nada por meia hra de uso. aih vc vai pra onde quer, de graça, devolve em outra estaçao e depois retira de novo, enfim...), patinete horrores tb... aih vc ve os kras de terno, as vovozinhas, todos os tipos, de velov (joguem no google imegens) e de bike e de patinete, eh mt massa... e os sistemas tds automatizados, claro, vc quase nao ve pessoas trampando hahaha!!

Lyon, e acho q a maioria das cidades europeias, mescla o muito antigo e o muito moderno, é uma pira... a cidade é bonita, uma mini paris e muito positivamente importante: sem turistas haha
Ainda to começando a entender a dinamica da cidade que, repito, parece interior! td de comercio fecha cedo, tipo 20h15. Os bares no geral, uma meia noite. Aih sobram os bares-baladenhas... Fui num de jazz, mas tava cheio demais e ficamos pouco entao nao sei dizer se gostei... Fomos num peniche (desses barcos q sao bares) e esse sim foi beeem legal...

Fui a uma balada gay, a Pinks. Mtooo homem bonito, mas assim, vc nao ve a galera de fato se pegando, saca? é bizarro... falei com algumas pessoas, mas o q mais fiz foi mijogar com uma carioca maluquinha que conheci aqui, amiga das meninas... um cara gato olhava pra gente (eu jurava q era pra mim, mas ela entrou na pira de pegarmos ele juntos)... chegamos nos bjando, ele deu um bjaao nela e dps um bjinho com uma unicazinha enfiada de lingua em minha boca. Mas ficamos nessa de revezar. Um cara veio encher o saco pra gente sair de perto dele, acho q foi isso... tipo, o q eu entendi foi que, sei la, ele tava se incomodando com a "pootaria". Quer dizer, causamos na balada de Lyon. Depois a carioca se interessou por um cara la e foi pegar e aih o bofe disperçou -- Tipo, mtooo hetero pq eh um dos unicos lugares q ficam ate tao tarde. Alias, pra todo mundo a que perguntei, o maximo q ouvi foi "bissexual", gay mesmo NINGUEM ERA, saca? Alias, vou repetir, é muito phoda saber quem é gay aqui porque todo mundo se veste bem, anda de bike e velov com cestinha, anda de patinete e mais essa: vao na balada gay... sério,o machismo latino ja ta fazendo uma falta haha

O que parece mesmo rolar aqui é comprar coisas nos mercados ou epiceries e ir beber em casa ou na beira do rio (o "quais"), q é linda... sao os nossos skentas, q aqui chamam "soirées". Porque sair é mtooooo caro!! pra voces terem uma ideia, nas epiceries (mercadinhos tipo banquinhas, que vendem comidinhas e bebidas) acha béra de 500ml ate por 1 euro e em bar pra tomar isso de béra é no minimo 5pilas!! Entao assim, confesso q esperava mais da noite daqui, mas a Pit diz que eu to porfs porque acabei de chegar, disse que acha que aqui tem mais vida noturna q curitoba, mas to duvidando, entao aguardem noticias!

O mais FODA por eqto é mesmo a lingua... tipo, ainda é dificil me imaginar me comunicando bem com um francofônico e, por conseguinte, fazer amizade.... as aulas me desapontaram um pouco na medida em que sao exatamente iguais as aulas de linguas no brasil mesmo... a diferença legal é que tem gente do mundo todo. Quer dizer, 99% por cento sao chineses e o resto é do mundo todo. brinks. Entrei num nivel com a gramatica bem puxada, o que ta sendo otimo!!
Na casa das meninas, onde fiquei nas duas primeiras semanas, mora o Martin, frances, q eh a criatura mais engraçada do mundo. Nao entendo palavra do que ele fala, porque fala muito rapido e com mts girias, o q me fode. Mas soh ve-lo falando cheio de trejeitos e gestos e caras e imitaçoes, ja é muito engraçado!! Foda que quando ele fuma ele fica eventualmente paranoico e pergunta do que a gente ta rindo, sendo que a gente ta rindo simplesmente porque ta chapado. E ele tambem entrou numas de achar que eu encarava ele. Aham, Claudia... Uma vez, ele tinha um saco de maconha na casa. Meo, é mtooooo diferente. Sao de fato as folhinhas secas da maconha!! Verde claras!! Pra dichavar é muito facil porque sao folhinhas secas, manjam?? Aih fuma-se com tabaco.
Falando em tabaco, tinha a meta de parar de fumar aqui ja que o cigarro custa 5.50 fucking euros e eu fumava quase uma carteira por dia. Maaannsss, todos fumam tabaco aqui, com seda e filtro e é obvio que eu ja aprendi a enrolar né...

To morando em Villeurbanne, regiao metropolitana, mano! Mas eh bem na rua de divisa com o 3eme de Lyon. Meu coloc é bem prestativo e legal. é professor de frances na escola primaria, entao ele me ensina frances como se eu tivesse 8 anos de idade, o que é otimo! Nas horas vagas ele é DJ e cult, entao minha casa é cheia de discos e livros e CDs e DVDs e temos uma vitrola na sala.

Cheguei a Lyon dia 24/04. O texto acima escrevi acho que na minha segunda semana de Lyon, entao minhas impressoes sao mais consistentes hoje. De qualquer forma, acho digno posta-lo pra ficar gravada cada etapa. Nos proximos posts conto das viagens que fiz e depois volto a fofocar de Lyon.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Zeuropa

Nove meses sem postar.
Resumindo, o fim do ano letivo de 2010 foi uma superbosta, mas foi o ultimo. Me formei, isso que importa. Fiquei soh trampando, o que pra mim era como se fossem ferias. Passei um reveillon animal em Floripa, dignos de nos, pootas e veeados. Decidi ir pra França, arrumei tudo, me demiti, colei grau (o primeiro da turma, que ironia), deixei o apartamento e fervi cazamiga no ultimo mes. Fui pra Cudomundopolis passar uns dias com a familia, depois desembarquei em Paris por 4 dias e ca estou vivendo agora, em Lyon. Por isso agora talvez tenha coisas pra contar.

Paris
Foram quatro dias de sonho pro menino Cudomundopolisense. Soh que ja fazem quase dois meses que isso aconteceu, entao é meio dificil descrever exatamente o que senti. Entao vou copiar partes de um e-mail que mandei prazamiga logo depois dessa viagem:

A cidade é muito mara e eu com certeza nao vou lembrar de todos os detalhes em que reparei, esperando contar pra voces. Mas entre eles: o transito é bem pouco barulhento, parece nao ter nada velho aqui, saca? Buzao, os carros, tudo... Tem sanitarios na rua. Ainda nao entrei neles, mas tipo, sao muito chiques! hahaha... Peguei dois onibus ontem e gentchy: NAO TEM CATRACA. As pessoas simplesmente entram e PAGAM. Quer dizer, faz isso na America Latina pra ver.

No primeiro dia no hostel estava um pouco assim de estar sozinho. Dormi a tarde porque tinha viajado 30h dormindo tipo aos pouquinhos, bem pouquinho. Aih mais tarde desci e comecei a conversar com uma mina q me pareceu sapa. Era americana. Entao marcamos de procurar um bar juntos. Aih sugeri de irmos ao Le Marais, o bairro gay de Paris. Aih ela me confirmou o que eu ja sabia, q era lesbica. Fomos ao Marais (le-se Marreh) e eh bem legal, tem tudo gay, tipo: loja pra homem, cafes, RESTAURANTE, bar, balada, sauna... Um bairro soh com homem, por todos os lados, uma delicia! Entramos num bar, tomamos uma bera meio quente (tenho a impressao de NADA aqui eh gelaaaaaaaaado) por SEIS EUROS e eu tomei uma caipirinha por NOVE EUROS. Sh pra ver qual era. A garrafa pro drinque era de Ypioca, ate q tava boa, mas tipo, era sh metade do copo -- Tocou aquela musica "pirilim pirilim pirilim, alguem ligou pra mim...", e outras duas q eu nunca tinha ouvido, uma dizia "chupa, chupa, chupa..." e outra "bate ca bunda, bate ca bunda". Quer dizer, funk carioca meshmo. Aih logo voltamos pq a mina sh bebeu uma bera e nao podiamos perder o metro. Achei o povo meio carao e nesse bar tinha muito velho. Mas no geral, as bees sao lindissimas. Os homens aqui no geral. E, de fato, quase todos parecem gays. Se vestem bem e etc. O que eh meio tenso, neh? Vi varias negras bonitas. E os negros sao tipo ENORMES, mas dao um pouco de medo, se vestem meio gueto, meio rappers, saca?? Yeah, I do work with preconceitos! haha.
Cheguei da "balada" tipo meia noite e pouco e fiquei no pc e conversando com um ou outro ate 3h30. Isso pq ainda tava com o fuso do brasil e pq aqui escurece muito tarde ja nessa epoca (la pelas 21h). Quer dizer, pra mim tinha virado noite ha duas ou tres horas.

Antes de sair com essa mina, conheci uma colombiana no meu quarto. E ela me chamou pra ir a Versailless no outro dia (quinta). E assim, tendo dormido quatro horas, fui. Nem entrei no palacio pq a mina nao tava disposta a pagar os 15 euros. Assim, milhaaaaaaaaaares de turistas, a fila pra entrar no palacio era quilometrica, e brasileiro a cada passo.Vou querer voltar la numa outra vez pra ver por dentro, mas gentchy, soh os jardins, vcs nao tem nocao! Tipo, eu sabia que seria incrivel, mas nao imaginava q TAO INCRIVEL. eh tipo absurdamente lindo e gigante, quilometros, sh vendo mesmo! E a mina colombiana eh um AMOR. Nos demos mto bem e passamos o dia inteiro la. Os parisienses vao la tb, usam mto seus patrimonios, dao valor. Vao, levam seu pique-nique, gente de todos os tipos e idades. E tudo aqui se faz de metro e trem (no caso de versalhes, por ex, q eh longe). E eh mtoo facil. com um mapa de metro na mao, vc vai pra qualquer lugar da cidade!

Enfim, chegamos no hostel EXAUSTOS - acho que andamos quase 10km ontem, sem brincadeira. Aih chegaram tres amigos da Natalia (a colombiana). Os quatro moram em Barcelona (oi, ja tenho hospedagem em Barcelona). Entre eles, Ivan, mexicano. (Escuta essa, Amandioca). Me chamaram pra ir com eles a regiao do Moulin Rouge. Ivan comigo e Natalia o tempo todo, muito gentil e tudo o mais e eu na ctza d q ele era a fim de mim. Fomos la pra essa regiao. Eh tipo a Amsterda de Paris. Sex shops, cinemas prives, shows, etc, etc, tudo explicito em neon. Nao tirei mtas fotos dos estabelecimentos pq a Nat nao tava com a camera dela (q virou minha tb haha). Enfim, ngm quis beber -- Pegamos metro e perdemos a conexao por causa do horario e saimos a procura dos onibus. Passei um medinho na real, pq a essa hra nos onibus sh tinha gente estranha e bebada. Mas todos os outros, q moram na europa, nao tavam com medo nenhum. Tipo, nas regioes assim que nao sao suburbio, parece nao rolar medo nenhum, saca? E eu abitolado, acostumado a andar a noite com medo
. Ni qui a essa altura eu ja tava ate de mao dada com o Ivan. Chegamos ao hostel, nos pegamos na porta um instantinho. E aih subimos pro meu quarto. Sim, com outras cinco pessoas. Fiquei tocando uma pra ele e vice-versa, no silencio. Soh a cama q tremia um pouco e tinha algm em cima, mas ok, eu ia fazer check out hj mesmo. Ele me chupou, eu gozei, dps ele concluiu e gozou litros tb. O pau do mexicano era pequeno na real, mas ate q curti o conjunto. Ele nao eh gaaato, mas nao eh feio, eh um amor, tipo gentleman, mas tb o tipo do qual eu me cansaria facil. Mas again: moram em Barcelona neh. Tenho ctza d q ele (quase) se apaixonou.

O povo q conheci bebe pouco, mas eh por causa do preço. Ai, gente, eh caro demais!!!! Da ate uma descrenca. Tudo eh caro e, pelo menos a principio, nao rola nao converter pra reais. Ou seja, td eh pelo menos tres vezes mais caro que aih =/ Numa dessas comeco a levar uma vida mais saudavel, forçadamente. Mas hj vou encontrar minhas amigas brasileiras que bebem MUITO. To com credito financeiro dos dias anteriores. Tipo, ontem gastei 20 euros soh! Mas tb nao vou poder beber na velocidade delas, se nao vc gasta mais de 200 pilas (em reais) facil! ...


E enfim na primeira noite com essas amigas gastamos 80 fucking euros. Bebemos num cafe perto da Sacre Couer a tarde toda, ate eu pedir o garçom em casamento, com meu frances mais que bizarro: Voulez-vous me marrier? Ao que ele riu e nos deu seu endereço de e-mail falso, depois de muita insistencia de nossa parte. Fomos barrados no baile (rah!) pq eu tava de havaianas e entao fomos a procura de outra buatchy. Uma dazamiga dava Hello pra todo mundo por que passavamos, ni qui fizemos uns 10 amigos parisienses, dos quais dois elas pegaram e nos levaram pra uma balada super underground ali tb na regiao do Moulin Rouge. Adoramos e voltamos de metro ao amanhecer. No outro dia fizemos todos os principais pontos turisticos de Paris, em meia tarde, o que nos veio a magnificia ideia de lançar um guia inovador: Paris em 4 horas. Claro que pegamos o Louvre fechado, mas ate aih tudo bem porque eu voltaria la e elas ainda tinham o dia seguinte. Terminei minha estada em Paris tomando vinho no gramado da Torre Eiffel cazamiga. Pas mal.