sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Amsterdam

Fiquei devendo um post sobre minha viagem pra Amsterdam em julho.
Tipo, foi a viagem mais improdutiva e divertida de todas. Todas imagina por quê. Eu e meus dois amigos tinhamos 100 pila cada um pra passar 4 dias. Minha amiga e eu nao tinhamos sequer onde dormir. Chegamos e, espertoes, nao pagamos o metrô. E adivinha, Pra sair do metrô tinha que apresentar o ticket =) Fizemos o tipo "turista burro", tendo a sorte de cair num guardinha gente boa, que nos tirou da estaçao e nos fez pagar um unico bilhete e pra usa-lo futuramente, ou seja, nao pagamos nada mesmo. Depois viriamos a descobrir que tudo em Amsterdam era de "trenzinho" que custava 2,60 e que era impossivel andar sem pagar. Digo isso porque na França é muito de boa.
Ao chegar ja nos surpreendemos com a quantidade de bicicletas. Nao é que tem muita bicicleta. é simplesmente surreal. O transito é de bicicletas. Existem estacionamentos gigantescos de bicicleta. Tem lugares que tem pilhas imensas de bicicletas, umas em cima das outras e você cai embora de la sem saber como é que você tira uma bike do meio da pilha. E, uma vez no centro, pah: a mais completamente diferente realidade. Bandeiras de arco-iris e de sadomasoquismo sinalizando estabelecimentos, sex shops com vitrines com todos os artigos imaginaveis e inimaginaveis, e todos aqueles neons de coffee shops. Sem falar nas vitrines com as mulheres. Entramos em um e começamos com uma erva menos forte e ja ficamos lesadaços. De uma coisa tenha certeza : nao existe nenhuma possibilidade de voce fumar algo que nao te de uma onda muito forte. Bom, fumamos o dia todo, encontramos a senhoura brasileira que ia alojar nosso amigo, e ela resolveu hospedar minha amiga e eu também. Levou nossas coisas pra casa dela e continuamos no centro.
Vale contar algumas piras. Uma hora em que estavamos andando, chapados, comecei a sentir MUITO FORTE o atrito entre minhas duas pernas (minha calça era meio larga, entao minhas coxas se esfregavam). Aquilo foi tomando conta dos meus pensamentos e do meu ser e tudo o que eu queria era que aquilo parasse, porque as vezes era uma dormencia que saia do local do atrito, tomava conta de mim e eu sentia que flutuava. Minha amiga sentiu os pés pegarem fogo. Disse que se tivesse visto uma torneira teria enfiado os pés de sapato e tudo.
A noite caiu. E, gente, é impossivel se localizar em Amsterdam por três motivos : as ruas da cidade sao em semi-circunferências ; todas as ruas, pontes e canais sao exatamente iguais ; você ta sempre chapado. Nessa noite chegamos a cair três vezes no mesmo lugar, dando voltas procurando um ponto de trem pra ir pra casa. Desisitimos e fomos de taxi. A casa de nossa anfitriã era realmente longe, mas nao sabiamos disso até entao. A cidade começou a sumir e mato começou a aparecer. Virei pros meus amigos no banco de tras : « vocês nao tao com medinho ? » Eles acentiram com a cabeça. Medo. Mas, claro, era pira, chegamos sao e salvos. No entanto, ao chegarmos no condominio, o prédio dela tinha duas portas e entendemos que a porta da esquerda é que era a entrada dela, de acordo com as instruçoes que tinhamos. Entramos e a porta que seria o apartamento dela era tipo de madeira e era tudo muito assombroso. Meus amigos entraram na pira de que era um cativeiro. « Gente, se nao tiver janela, a gente nao pode ficar aqui, é muito arriscado ! », disse um deles. E eu de cara porque tinha sido realmente dificil achar um couch e agora que tinhamos um, eles pensavam ate mesmo em dormir do lado de fora ! Ficamos naquele dilema muito tempo, minha amiga dava gargalhadas de tensao. Entramos na outra porta, a da direita. Nao sem antes meu amigo dizer « Vamos deixar um documento de identidade aqui do lado de fora, caso aconteça alguma coisa ». Enfim, no fim descobrimos que a portinha de madeira era tipo um porao da casa dela e que o apartamento dela era uma gracinha, estava pronto pra nos acolher e que ela era uma tia muito da gente boa.
Bom, nao fomos a nenhum museu. Era tudo meio caro e realmente nao tinhamos dinheiro nenhum. O mais produtivo que fizemos foi o Free Tour, em que pudemos entender bastante da historia, da arquitetura e das leis diferenciadas de Amsterdam. Mas uma coisa posso dizer : conhecemos diversos coffee shops. E, realmente, tomamos muito café em cada um deles.
Uma coisa legal a se notar na cidade é, que apesar de sexo e drogas estarem tao evidentes por todos os lados, os holandeses parecem levar uma vida extremamente tranquila. Sao sorridentes , prestativos e gentis. é realmente incrivel, nunca tive tanta certeza de que vou voltar pra uma cidade como tive la !!

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