Você é jogado no navio, que parece um labirinto. é apresentado aos chefes, em italiano, que descobrem que você, da recepção de um navio de uma empresa italiana, não fala italiano. estou na minha cabine, é meu quinto dia. não sei por onde começar, porque parece que fazem cinco semanas, pelo menos, que saih de curitiba.
Meu cabinmate
Estou morando com piah que embarcou no mesmo dia que eu, o Tomas, que também é guest service. é carioca, o pai é francês, então nem preciso dizer que ele não tem nada de carioca, pq a malice francesa sempre havera de prevalecer no sangue ele é magrelo, alto, gostosinho (bendita genética francesa), com aqueeeles dentes (maldita higiene bucal francesa). me pareceu convivivel, mas desde o inicio soube que nao teriamos assuntos afins. ele é certinho, tem uma postura, um jeito de falar educado que irrita e não parece beber. mas hoje aconteceu A situação, então nesse momento eu queria mesmo é que ele pegasse fogo. Num treinamento, numa sala, cheguei e sentei atras dele, do que ele não se deu conta. ele conversava com um cara, também recém chegado. falavam de mulher e tal e o Thomas disse que queria morar sozinho numa cabine porque o roommate dele (eu) era... e fez aquele gesto da maozinha quebrada. e acrescentou: to me sentindo em extinção, na recepção todos são (gays). poderia ter me segurado pra ouvir mais, claro, mas claro que disse, sem me alterar: to aqui, Thomas =) O cara não sabia onde enfiar a cara e me pediumil desculpas, sempre começando com aquele papo "Você sabe que eu não tenho nada contra..." Aham, Claudia. Um: não sei nada de você, nem te conheço. Dois: cago pro que você pensa. Claro que não era hora nem local pra discutir qualquer coisa com um bosta como ele e claro que não vou fazer a maldito, afinal moro numa cabine de 10m2 E trabalho com ele. Mas contei SIMa situação pra uma broda e um broda (bicha) na recepção, que ja nao iam muito com a cara dele. Agora não vão MESMO. Homofobia não é uma coisa muito bem vista por aqui. E outra, não é por nada, mas ele não tem NENHUM perfil. Espero que peça agua.
O trampo
Gostei dos meus colegas e dos meus chefes. Todos se dão bem e não tem a paunocuzice que eu esperava. A minha Sênior é uma senhora muito feia, mas muito gente boa. Mas tenho medo de vê-la puta da cara. Sabe aquelas pessoas que de carinha sorridente podem virar um capeta se ficam irritadas. Ja vi ela destratar passageiros, é demais. Tem a Andrea, linda e de humor acido. Fica inexpressiva quando um passageiro chato esta reclamando, tenho tentado imitar a cara dela. Pena que não bebe, poderia ser parceira. Tem o Johnatan, uma bichinha muito caricata, toda engimadinha, no primeiro dia não tinha ido muito com a cara dele, mas agora vou. O jeito dele me lembra o Jones, meu antigo roommate, pra quem conheceu. E tem o Cleiton, uma bicha mineira, que eu tinha curtido no curso da Costa, não sei porquê, é muito feio. Risos. é gente boa, sotaquezinho caipira e tal, mas como os demais, não bebe. Tem a Sonali, que é mais ou menos Guest Service, que é otima pra explicar e tal, super prestativa, engraçada, mas por algum motivo algo me diz que minha AMIGA ela não vai ser. Pena, porque essa sim bebe =/ E a Veronica, também mais ou menos da minha função, uma italiana, coisa mais linda, meiga, prestativa, bebe... poderia ser minha best, mas logo desembarca e, como namora nosso chefe, não a vejo muito fora do trampo.
O trampo é tipo recepção de hotel. Reclamações parecidas, com alguns adicionais. Hospedes e passageiros são malas iguais. Mas uma coisa que eu não sabia, eu descobri: eu DETESTO argentinos. Taih um povinho pobre mais chato e metido a besta que os brasileiros emergentes. NOJO. E vou ter de aguenta-los por pelo menos dois meses. To aprendendo muito rapido. São cinco dias e ja sei fazer quase tudo, ao contrario do Thomas, beijos. Alias, ser chamado de Tom por aqui é algo que definitivamente não vai rolar. Na recepção tem um Cleiton e ja tinha um Thomas. Com a chegada do novo Thomas, este passou a se chamar Thom, pra ser diferenciado. Eu estou tento que me reacostumar a usar meu proprio nome, and it sucks. A lot. Estão me chamando de Gy, pra facilitar, o que até prefiro. Mas aih toda vez que alguém cha&ma o Thom, eu olho/respondo e quando me chamam, têm que ficar gritando "Gy" mil vezes porque eu não me dou conta de que sou eu. Acho que meus colegas ja me curtem. Percebo muito a diferença de tratamento a cada dia.
Para o Thomas desejo sinceras Sífilis anal e hemorróidas no suvaco!
ResponderExcluirTenho a impressão que este post acabou no meio.. sem uma depesdida.. sem falar de festa, de gente bonita ou feia, de desembarques e sei la.. de muitas coisas que tô curiosa!
Bee te amo!